Funcionários do Ministério da Produção de Chaco, acompanhados por sindicatos como UPCP e ATE, marcharam nesta sexta-feira ao redor da Praça 25 de Maio em Resistência para rejeitar o corte no Fundo de Estímulo Produtivo, um complemento salarial em vigor desde 2015 que representa até 95% de sua renda. O protesto ocorreu sob escolta policial para evitar interrupções no tráfego de veículos. Isaac Chaparro, secretário-geral do ATE Chaco, denunciou um assalto aos bolsos dos trabalhadores e instou a ocupar as ruas sem medo.
A mobilização em Resistência faz parte de um conflito desencadeado pela decisão do Executivo provincial de eliminar o Fundo de Estímulo Produtivo (FEP), considerado irregular pelo governo, o que exige sua modificação. Os trabalhadores argumentam que essa medida implica uma redução drástica em seus salários, afetando não apenas os salários ativos, mas também as pensões e violando direitos adquiridos. Os funcionários do Ministério da Produção reuniram-se com representantes sindicais e autoconvocados no centro da cidade de Resistência. Sob escolta policial, os manifestantes circundaram a praça sem bloquear o tráfego, destacando sua oposição ao corte. Isaac Chaparro, do ATE Chaco, declarou durante o protesto: “Estão sofrendo um assalto aos seus bolsos, assaltando suas famílias porque, quando retiram o salário, retiram-no dos seus filhos.” Ele chamou para ampliar a reivindicação: “Estamos dispostos a apoiar esta reivindicação, não só para este setor, mas também para as pessoas que sofrem cortes na saúde, INSSSEP, hospitais e todos os setores.” Chaparro enfatizou a ação coletiva: “Temos de sair à rua, ocupar a rua; não devem nos afastar. Se tomarem a rua ou retirarem isso, não reclamaremos com medo, temos de perdê-la.” Ele acrescentou que o ajuste impacta progressivamente: “Hoje atinge um setor, amanhã outro. Se ficarmos de braços cruzados, não adianta”, e assegurou que os sindicatos continuarão apoiando “na chuva, no sol ou o que for.” Esta ação dá continuidade às assembleias e protestos anteriores iniciados após a confirmação da eliminação do FEP. Os envolvidos esperam medidas sindicais contínuas e não descartam ações judiciais para defender sua renda.