A AMD colocou seus drivers de GPU Windows RDNA 1 e RDNA 2 em modo de manutenção, gerando preocupações entre os usuários. No entanto, a empresa esclareceu que as otimizações de jogos continuarão. Jogadores de Linux permanecem inalterados devido a caminhos de desenvolvimento de drivers separados.
A decisão da AMD de transferir seus drivers de GPU Windows RDNA 1 (série RX 5000) e RDNA 2 (série RX 6000) para o modo de manutenção inicialmente confundiu a comunidade de jogos. O anúncio sugeria suporte reduzido, mas a AMD confirmou posteriormente que ambas as arquiteturas ainda receberão otimizações de jogos. Essa medida aplica-se apenas ao Windows, deixando os usuários de Linux intocados.
O Phoronix verificou que o desenvolvimento de drivers Linux da AMD opera de forma independente da estratégia Windows. No Linux, o suporte para GPUs AMD, incluindo gerações mais antigas como GCN 1.2 (como R9 390X e R9 Fury X), é mantido por meio de drivers de kernel de longo prazo e colaboração open-source. Esse modelo garante resiliência, pois os esforços da comunidade continuam independentemente das atualizações proprietárias do Windows da AMD.
Uma mudança chave no ecossistema Linux ocorreu em 15 de setembro de 2025, quando a AMD descontinuou seu driver Vulkan AMDVLK. Ele foi substituído pelo RADV, uma implementação impulsionada pela comunidade que supera o AMDVLK na maioria dos casos. O RADV recebe apoio de grandes players, incluindo Valve, Google e Red Hat, e a AMD o endossou oficialmente para todo o desenvolvimento e manutenção contínuos de GPU no Linux.
Essa separação destaca as diferenças estruturais: o Windows depende de atualizações controladas pela AMD, enquanto o Linux distribui a responsabilidade pela comunidade open-source. Como resultado, os jogadores de Linux não enfrentam interrupções devido à mudança de política no Windows, com suporte robusto preservado por meio do RADV e contribuições mais amplas do ecossistema.