Após a morte do cofundador do Congresso do Povo (COPE), Mosiuoa Lekota, o analista político Reaobaka Kalaote alertou sobre desafios futuros para o partido. O seu funeral em Bloemfontein atraiu tributos que enfatizavam o seu legado anticorrupção em meio a preocupações sobre a direção do COPE.
O funeral de Mosiuoa Lekota, o veterano anti-apartheid e cofundador do COPE que morreu a 4 de março de 2026, aos 77 anos, em Joanesburgo, realizou-se no sábado no Cemitério Phahameng, em Bloemfontein. Classificado como Funeral Oficial Especial Categoria 2, foi frequentado por familiares, camaradas e enlutados, com serviços memorial prévios em Soweto e Bloemfontein. nnO analista político Reaobaka Kalaote expressou preocupações sobre o futuro do COPE, sugerindo que o partido pode manter comportamentos aos quais Lekota se opunha, como a corrupção. Oradores nos memoriais destacaram a sua firme posição anticorrupção e rejeição da política de autoenriquecimento. nnTributos vieram de todo o espetro: O ex-porta-voz do COPE Dennis Bloem chamou-o de um dia triste, despedindo-se de um amigo próximo e camarada contra a corrupção. O porta-voz do Inkatha Freedom Party Mkhuleko Hlengwa e o líder do African Congress for Transformation Ace Magashule elogiaram-no como um patriota focado no dever e no serviço, com Magashule a notar a sua camaradagem apesar das diferenças. O ativista anti-apartheid Diliza Mji celebrou a luta vitalícia de Lekota e agradeceu à sua esposa, Cynthia, pelo apoio. O ex-Ministro das Finanças Trevor Manuel descreveu-o como um líder de grande coração para além de qualquer partido, enquanto o ex-Primeiro-Ministro da North West Popo Molefe instou a celebrar as suas contribuições para a liberdade da África do Sul.