O ministro das Relações Exteriores Pablo Quirno anunciou um acordo comercial entre a Argentina e os Estados Unidos que amplia a cota de exportação de carne bovina para 100.000 toneladas e remove barreiras tarifárias em setores-chave. O acordo visa fortalecer os laços econômicos bilaterais e pode impulsionar as exportações em até $1,013 milhões. O setor agrícola, particularmente os exportadores de carne, saudou o pacto como um grande avanço.
Em 5 de fevereiro de 2026, o ministro das Relações Exteriores argentino Pablo Quirno anunciou nas redes sociais um acordo comercial com os Estados Unidos, visando remover barreiras tarifárias e expandir o acesso a mercados-chave. De acordo com o comunicado do Ministério das Relações Exteriores, o pacto afetará cadeias produtivas como carne bovina, aço e alumínio, com estimativas oficiais de recuperação de $1,013 milhões em exportações. No setor de carne bovina, o acordo concede uma expansão para 100.000 toneladas de acesso preferencial ao mercado dos EUA, adicionando 80.000 toneladas às 20.000 existentes. “Isso garante mais 80.000 toneladas em 2026, que se somam às 20.000 toneladas que nosso país já possui, permitindo um aumento de quase $800 milhões nas exportações de carne bovina argentina”, afirmou o ministério. O Consorcio ABC de Exportadores de Carne Bovina Argentina parabenizou o governo pela conquista, destacando-a como “o resultado de um trabalho coordenado entre os setores público e privado”. O grupo destacou que, apesar de um contexto desafiador devido à redução da oferta de gado, as empresas estão comprometidas em produzir para cumprir a cota, gerando receitas superiores a $700 milhões em 2026. Amadeo Derito, presidente da Associação Angus, enfatizou o valor do mercado dos EUA: “É um dos mercados que mais cresceram nos últimos anos, e este acordo nos permite entrar com carne bovina de qualidade”. Ele explicou que um protocolo de certificação homologado com o USDA permite exportar cortes de alto valor como ribeye e skirt steak. No contexto, as exportações de carne bovina argentina atingiram um recorde de $3,7 bilhões em 2025, com os Estados Unidos contribuindo com um aumento de 27% no volume para 44.300 toneladas e $345 milhões. O acordo é visto como um fenômeno semelhante ao papel anterior da China em volume, mas com foco em preços elevados.