A Controladoria Geral da República concluiu que a ex-ministra da Segurança, Trinidad Steinert, excedeu suas funções ao solicitar informações sigilosas à PDI sobre pessoal vinculado a uma investigação criminal.
O parecer emitido recentemente afirma que Steinert agiu dois dias após assumir o cargo ao solicitar dados sobre uma Brigada Antinarcóticos e de Crime Organizado por meio de um ofício reservado. A Controladoria indicou que esse pedido poderia comprometer uma investigação criminal em curso, violando restrições legais apesar dos poderes previstos no Artigo 3 da Lei 21.730.
O órgão de fiscalização também destacou um dever de abstenção devido a um conflito de interesses decorrente do cargo anterior de Steinert como promotora regional em Tarapacá. O pronunciamento responde a uma solicitação de dois parlamentares após a controvérsia gerada pela demissão do prefeito-geral da PDI.
Separadamente, o ministro das Relações Exteriores, Francisco Pérez Mackenna, confirmou que um possível cargo para Steinert como adida na embaixada do Chile no Peru está sob estudo, embora tenha esclarecido que não há uma decisão concreta e que o assunto não foi discutido com o presidente José Antonio Kast.