Um novo estudo conclui que a expansão do universo não está acelerando, desafiando a existência da energia escura. Pesquisadores liderados por Subir Sarkar na Universidade de Oxford utilizaram dados atualizados de supernovas para chegar a essa conclusão.
A análise, publicada no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, examinou o catálogo Pantheon+ de 1701 supernovas do Tipo Ia. O estudo incorporou correções sugerindo que essas explosões parecem menos brilhantes em galáxias mais jovens, o que pode ter levado estudos anteriores a superestimar as taxas de expansão cósmica.
Sarkar começou a revisar as alegações originais da década de 1990 em 2014, após a divulgação dos dados. A equipe argumenta que as evidências da aceleração não atingiram os limites necessários para uma descoberta e agora acredita que seu trabalho mais recente responde a críticas anteriores.
As reações entre os cosmólogos permanecem divididas. Dominik Schwarz, da Universidade de Bielefeld, classificou a observação como potencialmente impactante, enquanto Joshua Frieman, do SLAC National Accelerator Laboratory, afirmou que evidências robustas de múltiplas fontes ainda sustentam a aceleração. Geraint Lewis, da Universidade de Sydney, observou que interpretações divergentes de evidências são comuns na fronteira da ciência.