Um desafio recente à existência da energia escura foi resolvido, com astrônomos confirmando que o universo continua a se expandir a uma taxa acelerada. Pesquisadores da Universidade de Southampton reexaminaram dados de supernovas e não encontraram falhas nas medições padrão.
O debate começou no final de 2025, quando alguns astrônomos sugeriram que as evidências da aceleração cósmica poderiam estar incorretas. A análise deles levantou dúvidas sobre a energia escura, a força misteriosa que se acredita impulsionar essa expansão.
Um novo estudo publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society rejeitou essas alegações. Liderada pelo Dr. Phil Wiseman, a equipe concluiu que as medições anteriores eram precisas e que o universo se comporta conforme os modelos atuais preveem.
"As medições anteriores e bem aceitas estavam, de fato, corretas e nossa compreensão atual sobre o destino do universo permanece robusta", afirmou Wiseman. A pesquisa contou com a participação dos ganhadores do Nobel Adam Riess e Brian Schmidt, que ajudaram a descobrir a aceleração na década de 1990.
O estudo de 2025 continha erros na estimativa da idade das galáxias hospedeiras das supernovas e não contabilizou a massa das galáxias, constatou a equipe de Southampton. Essa confirmação permite que os cientistas foquem em compreender a energia escura em vez de questionar sua existência.