Apesar de décadas de esforços ambientais, o acesso à reciclagem continua desigual nos Estados Unidos, particularmente em áreas rurais. Um artigo de convidado argumenta que sistemas de reciclagem descentralizados e móveis são cruciais para abordar essas lacunas e impulsionar a sustentabilidade. Esses modelos poderiam ajudar a atingir metas nacionais servindo comunidades subatendidas de forma mais eficaz.
A infraestrutura de reciclagem nos Estados Unidos apresenta disparidades gritantes, com áreas urbanas desfrutando de melhor acesso enquanto muitas regiões rurais e de baixa renda lutam. A Agência de Proteção Ambiental dos EUA observa que a taxa nacional de reciclagem de plásticos gira em torno de 8,7 por cento, e os plásticos numerados de 3 a 7 raramente são recuperados. De acordo com um relatório das Academias Nacionais, grandes quantidades de materiais recicláveis acabam em aterros devido a instalações locais inadequadas, altos custos de transporte e opções limitadas de processamento. Esse problema é especialmente pronunciado no Sudeste e no Meio-Oeste, onde baixa densidade populacional e orçamentos apertados impedem configurações tradicionais.
Instalações centralizadas de recuperação de materiais dependem de altos volumes e proximidade às cidades, tornando-as inadequadas para áreas esparsas. Desafios incluem distâncias de transporte prolongadas que superam o valor dos recicláveis, processos de licenciamento atrasados e finanças locais tensionadas. O Escritório de Prestação de Contas do Governo dos EUA enfatiza que simplesmente construir mais plantas centrais não será suficiente, especialmente para plásticos difíceis.
Como alternativa, abordagens descentralizadas como unidades móveis oferecem promessa. Um projeto piloto no Alasca, apoiado por subsídios do USDA e EPA, testou um reciclador transportável para plástico PET de resíduos oceânicos em várias comunidades. Embora tenha terminado sem adoção ampla, provou a viabilidade da triagem, limpeza e conversão no local em itens como azulejos para pavimentação ou partes de construção. Tais sistemas são flexíveis, custam menos inicialmente e se adaptam a necessidades flutuantes, integrando-se perfeitamente aos fluxos de resíduos locais.
Essas inovações geram ganhos ambientais ao reduzir o uso de aterros e emissões de transporte, alinhando-se à Estratégia Nacional de Reciclagem da EPA. Economicamente, criam empregos, mantêm o valor dos materiais localmente e reduzem custos municipais. O Bureau of Economic Analysis destaca como esses investimentos estimulam o crescimento regional. Uma única unidade móvel pode lidar com 1.000 toneladas anualmente, auxiliando na diversão de resíduos sem construções fixas massivas.
Para avançar, as comunidades devem buscar pilotos, parcerias e compartilhamento regional, aproveitando leis como a Recycling Infrastructure and Accessibility Act. Com a EPA visando 50 por cento de reciclagem até 2030, modelos flexíveis complementarão sistemas existentes para garantir acesso mais amplo. O texto, escrito por Olena Herasymova da GreenPath Consulting, clama por mudanças de política para priorizar reciclagem equitativa e resiliente.