Um desenvolvedor japonês conhecido como Hikari no Yume propôs o Loss32, uma distribuição Linux inovadora centrada em executar binários do Windows nativamente via WINE. Apresentado no 39º Chaos Communication Congress na Alemanha no final de dezembro, o conceito prevê uma camada WINE bare-metal sobre o kernel Linux para gerenciar todo o ambiente do usuário. Essa abordagem visa aproveitar a compatibilidade de apps do Windows enquanto se baseia na estabilidade do Linux.
A proposta Loss32 surgiu de uma apresentação de Hikari no Yume, cujo nome se traduz como "Sonho de Luz" em japonês, durante o 39º Chaos Communication Congress realizado na Alemanha no final de dezembro. Em vez de sobrepor aplicativos Windows a uma pilha Linux tradicional, o Loss32 sugere construir o sistema operacional em torno de binários Win32. Em seu núcleo, colocaria uma implementação completa do WINE diretamente sobre o kernel Linux, gerenciando o desktop e o ambiente do usuário dentro dessa camada de compatibilidade. Essa configuração conecta encanamento mínimo entre o kernel e o WINE, divergindo fortemente das distribuições Linux padrão.
Historicamente, esforços para unir compatibilidade entre Windows e Linux variaram. O projeto Lindows, lançado há cerca de 25 anos, enfrentou um processo da Microsoft e evoluiu para Linspire e Freespire, que persistem hoje com recursos como a loja de apps Click'n'Run inicial. Outras iniciativas incluem o Longene, que buscou suporte a binários Windows em nível de kernel há mais de uma década, e o ReactOS, um projeto em andamento para emular o Windows completamente — primeiramente notado pelo The Register em 2012. Mais recentemente, o Neptune OS, coberto em 2022, explora territórios de emulação semelhantes. Até o ReactOS considerou uma estratégia semelhante ao WINE, e ferramentas como BoxedWine permitem executar apps Windows de 16 bits legados em sistemas modernos.
Precursores do WINE incluem o WABI da Sun para APIs Win16, com uma versão Linux da Caldera que rodou o MS Office 4.3 sem máquinas virtuais. Até 2026, o suporte a apps Windows no Linux avançou significativamente, auxiliado pela maturidade do WINE e do Proton da Valve para jogos, conforme rastreado no ProtonDB. Hardware como distros baseadas em Arch otimizadas para jogos Windows ressalta esse progresso. Um representante da PC Gamer afirmou: "Estou corajoso o suficiente para dizer: o Linux está bom agora, e se você quer se sentir como se realmente possuísse seu PC, faça de 2026 o ano do Linux no (seu) desktop."
O nome Loss32 é um trocadilho com Win32 e o meme "Loss" do webcomic Ctrl+Alt+Del. Ele tira inspiração irônica de um post de blog de 2022 alegando "Win32 é o único ABI estável no Linux", destacando a estabilidade do kernel Linux em meio às complexidades do userland, como a transição de libc5 para glibc6 nos anos 1990. A viabilidade prática inclui boot de partições NTFS, possível há meio década. Embora a ideia divida opiniões, seus componentes existem, potencialmente pavimentando o caminho para a implementação.