Um implante retiniano chamado PRIMA recebeu aprovação para uso na Europa, marcando a primeira vez que tal dispositivo é liberado em qualquer lugar do mundo. O sistema, desenvolvido pela Science Corporation, restaura a visão central em pessoas com atrofia geográfica, uma forma de degeneração macular relacionada à idade.
O implante PRIMA é inserido sob a retina e funciona com um par de óculos equipado com uma câmera. Os óculos capturam imagens e as projetam no implante usando luz infravermelha próxima, que os chips do dispositivo convertem em sinais elétricos que estimulam as células bipolares na retina.
Em um pequeno estudo publicado em outubro passado, o sistema melhorou a acuidade visual em cerca de 80 por cento dos participantes. Os pacientes atingiram uma média de visão de 20/160, passando do limite de cegueira legal de 20/200 para um nível que permite a leitura e o reconhecimento de rostos.
O dispositivo recebeu uma marca de certificação CE sob o Regulamento de Dispositivos Médicos da União Europeia, permitindo seu uso na União Europeia e no Reino Unido. Ele também recebeu as designações de Dispositivo Inovador (Breakthrough Device) e Dispositivo de Uso Humanitário pela agência americana Food and Drug Administration.
Os primeiros procedimentos comerciais estão programados para começar em breve na Alemanha, com o lançamento no Reino Unido planejado para o final deste ano. Executivos da empresa afirmam que locais adicionais estão sendo preparados e cirurgiões já foram treinados.