Imprensa internacional reage a acusações de agressões sexuais contra Julio Iglesias

Uma investigação do elDiario.es e Univision revela testemunhos de duas ex-funcionárias acusando Julio Iglesias de agressões sexuais em suas mansões no Caribe em 2021. A queixa apresentada à Audiencia Nacional gerou reações políticas divididas e cobertura global, ligando-o ao movimento Me Too. Enquanto o governo exige investigação completa, Isabel Díaz Ayuso defende o cantor.

A investigação publicada em 13 de janeiro de 2026 pelo elDiario.es, em colaboração com a Univision, detalha acusações de duas mulheres, uma empregada doméstica e uma fisioterapeuta, que trabalhavam nas residências de Julio Iglesias em Santo Domingo e nas Bahamas. Elas descrevem uma atmosfera de « assédio, controle e terror », incluindo toques inadequados, penetrações não consentidas, tapas, insultos e humilhações em 2021, quando uma tinha 22 anos. A organização Women’s Link Worldwide apresentou uma queixa em 5 de janeiro ao Ministério Público da Audiencia Nacional por agressão sexual e tráfico de seres humanos. Mais de 1.100 veículos de mídia na Espanha e nos Estados Unidos cobriram a história, sendo 40 dos EUA. The Times estampou: « Julio Iglesias acusado de abusar sexualmente de funcionários na ‘casa do terror’ ». The Guardian menciona « toques inadequados, insultos e humilhações ». The New York Times descreve um « clima de intimidação, abuso e assédio ». The Independent o rotula como « a mais recente celebridade ligada ao escândalo Me Too ». Jornais franceses como Libération referem-se a « penetrações » e « tapa ». Na Espanha, a ministra da Igualdade Ana Redondo exigiu investigação « até o fim » : « Diante do machismo, não podemos fazer vista grossa ». Yolanda Díaz chamou os testemunhos de « arrepiante », destacando « abusos sexuais e uma situação de escravidão ». Ione Belarra enfatizou quebrar o silêncio sobre « agressores famosos ». Más Madrid e o PSOE pedem a revogação das medalhas de Iglesias. Em contraste, Isabel Díaz Ayuso defendeu: « A Comunidade de Madrid nunca contribuirá para desacreditar o cantor mais universal: Julio Iglesias ». O entorno de Iglesias, como Jaime Peñafiel, nega as acusações: « Absolutamente falso, ele nunca precisou abusar ». María Eugenia Yagüe e Makoke o descrevem como respeitoso. A editora Libros del Asteroide lançará uma edição revisada de sua biografia. Iglesias não respondeu à imprensa.

O que as pessoas estão dizendo

As discussões no X são altamente polarizadas politicamente. Usuários de direita como Isabel Díaz Ayuso e Macarena Olona defendem Julio Iglesias, enfatizando a presunção de inocência e acusando a esquerda de Me Too seletivo contra ícones. Vozes de esquerda demandam investigação completa sem impunidade e criticam defesas como proteção a abusadores em detrimento das vítimas. O ceticismo foca no timing e motivos em meio à cobertura global ligada ao Me Too. Compartilhamentos de mídia amplificam a história de forma neutra.

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