O ministro da Justiça, Fernando Rabat, informou à Comissão de Direitos Humanos do Senado na terça-feira que existem cerca de 28 pedidos de indulto pendentes, sendo oito apresentados desde 11 de março de 2026. A senadora Fabiola Campillai questionou os critérios para esses indultos, anunciados pelo presidente José Antonio Kast para policiais condenados pelos distúrbios sociais de 2019. O subsecretário Pablo Mira também confirmou a continuidade do Plano Nacional de Busca.
O ministro da Justiça, Fernando Rabat, compareceu à Comissão de Direitos Humanos, Nacionalidade e Cidadania do Senado na terça-feira, acompanhado pelo subsecretário Pablo Mira. A sessão foi solicitada pela presidente da Comissão, senadora Fabiola Campillai (Ind.), que também convidou representantes de grupos de vítimas, incluindo Alicia Lira, Gaby Rivera e Nelson Aramburu. Rabat delineou a agenda legislativa de seu ministério para o governo do presidente José Antonio Kast. Sobre os indultos para policiais envolvidos nos distúrbios sociais de 2019, ele declarou: “Hoje existem aproximadamente 28 pedidos de indulto pendentes, cerca de 20 anteriores a 11 de março de 2026 e cerca de oito posteriores, cobrindo vários assuntos que não estão todos ligados ao estopim social.” Campillai pressionou o ministro sobre os critérios de avaliação, destacando danos às vítimas, como mortes, perda de visão ou problemas de mobilidade, e alertou sobre a revitimização. Ela pediu que ele transmitisse a Kast a necessidade de ouvir as vítimas tanto dos distúrbios quanto da ditadura: “Que ele receba famílias e vítimas de violações de direitos humanos tanto do estopim social quanto da ditadura.” Sobre o Plano Nacional de Busca, Mira disse que se reuniu com a equipe em 11 de março para afirmar a continuidade e que realizaram 12 reuniões para aprimorá-lo: “É nossa vontade que este plano não apenas continue, mas que otimize a gestão de recursos.” Rabat descartou dar prioridade ao projeto de lei de comutação de penas no Congresso.