Uma equipe internacional descobriu um cemitério de baleias na Zona de Fratura Diamantina contendo restos de até 10 milhões de espécimes, alguns datando de 5,3 milhões de anos atrás.
A descoberta foi feita em 2023 durante mergulhos com o submersível Fendouzhe em 32 locais na fossa. Os pesquisadores recuperaram 43 fósseis e documentaram 485 depósitos ao longo de uma extensão de 1.200 quilômetros a profundidades de até 7.001 metros. O estudo, publicado na Nature, foi liderado pela Academia Chinesa de Ciências com a participação de pesquisadores da Itália e da Nova Zelândia. Os restos incluem espécies atuais, como a baleia-bicuda de águas profundas, e extintas, como a Pterocetus diamantinae. Cinco quedas de baleias ativas sustentam comunidades de organismos, alguns desconhecidos pela ciência. O pesquisador Alberto Collareta observou que o local oferece uma visão sobre a evolução das baleias-bicudas. A densidade estimada chega a 759,5 indivíduos por quilômetro quadrado, indicando que a área poderia conter quase 10 milhões de carcaças e também atuar como um sumidouro de carbono.