Máximo Pacheco anunciou sua renúncia ao conselho da Novandino Litio na segunda-feira, horas antes de deixar a presidência da Codelco. Em uma carta ao seu sucessor, Bernardo Fontaine, Pacheco citou pressões partidárias como o motivo de sua decisão.
Pacheco, que presidia o conselho da aliança entre Codelco e SQM desde janeiro, justificou sua saída para evitar controvérsias. “Não quero motivar uma polêmica odiosa, pelo bem do país, da nossa querida Codelco e de todo o valor representado pela magnífica empresa que criamos”, escreveu ele na carta.
O executivo também se despediu da Codelco por vídeo, relembrando sua entrada na empresa em 1990. “Partir é morrer um pouco”, citou ele, referindo-se ao poema de Edmond Haraucourt.
O biministro Daniel Mas valorizou a decisão e convocou uma nova etapa marcada pela excelência na gestão da Codelco. Pacheco agradeceu ao ex-presidente Gabriel Boric pela confiança durante seu mandato.