A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro planeja um novo encontro com o ministro Alexandre de Moraes, do STF, para pedir prisão domiciliar humanitária ao marido, Jair Bolsonaro, internado com broncopneumonia. Mais de 100 deputados federais da oposição e do centrão assinaram um pedido similar ao magistrado. A defesa do ex-presidente protocolou nova solicitação com base na piora do quadro de saúde.
Jair Bolsonaro (PL), condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado, cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, ao lado da Papuda. Ele está internado desde 13 de março de 2026 no hospital DF Star, em Brasília, com broncopneumonia bacteriana causada por aspiração de vômito devido a soluços persistentes desde a facada na campanha de 2018. O boletim médico de 18 de março indica melhora nos pulmões, mas sem previsão de alta, e a equipe afirma que uma hora a mais poderia ter sido fatal no episódio recente de broncoaspiração, risco que impede deixá-lo sozinho à noite, segundo aliados citados pela Folha de S.Paulo. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) quer relatar isso pessoalmente a Alexandre de Moraes em novo encontro, após reunião em janeiro em que citou o benefício dado a Fernando Collor por Parkinson e risco de queda — Moraes negou na ocasião. Na terça (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL) reuniu-se com Moraes ao lado do advogado Paulo Cunha Bueno. “Foi uma conversa objetiva em que nós expusemos as nossas preocupações, nossos fundamentos, para reiterar o pedido da defesa”, disse Flávio, alertando que o quadro tende a piorar na prisão. A defesa protocolou novo pedido de domiciliar humanitária na terça, argumentando incompatibilidade da Papudinha com a saúde de Bolsonaro. No STF, ao menos dois ministros próximos a Moraes articulam pela transferência desde o ano passado. Em início de março, Moraes negou, afirmando monitoramento possível na prisão, com assistência 24 horas e acesso médico livre. Nesta quarta (18), mais de 100 deputados, liderados por Gustavo Gayer (PL-GO), de PL, PP, MDB, PSD, União Brasil, Republicanos e Novo (como Adriana Ventura, Marcel van Hattem e Gilson Marques), enviaram pedido listando soluços, refluxo, hérnia inguinal e pneumonias recorrentes. O documento alerta para agravamento súbito, risco de óbito e “convulsão social” pela polarização.