A capacidade global de MLC NAND deve cair mais de 40% em relação ao ano anterior em 2026, à medida que SSDs TLC e QLC ganham domínio. Essa mudança é impulsionada pela crescente demanda de cargas de trabalho de IA. A mudança marca o recuo do MLC para mercados de nicho.
A indústria de unidades de estado sólido (SSD) está passando por uma transformação significativa, com a tecnologia NAND de célula multinível (MLC) se desvanecendo em aplicações de nicho. De acordo com análise recente, SSDs TLC e QLC estão prestes a se tornar as tecnologias dominantes, alimentadas pelo apetite voraz das aplicações de IA por armazenamento NAND. A capacidade global de MLC NAND cairá mais de 40% em relação ao ano anterior em 2026, refletindo tendências mais amplas nas demandas de armazenamento. À medida que as cargas de trabalho de IA proliferam, opções de maior densidade como TLC (triple-level cell) e QLC (quad-level cell) são mais adequadas para atender às necessidades de armazenamento de alto custo-benefício e alta capacidade. O MLC, outrora um pilar, está cada vez mais relegado a usos especializados onde seu equilíbrio de desempenho e resistência ainda é valorizado. Essa evolução ressalta o ritmo rápido de inovação na memória flash NAND. Embora a tecnologia PLC (penta-level cell) esteja no horizonte, é improvável que surja até a era dos SSDs em escala de petabyte. O foco na demanda impulsionada por IA destaca como os avanços computacionais estão remodelando as prioridades de hardware, empurrando os fabricantes para soluções mais densas e acessíveis. Especialistas observam que essa transição influenciará os designs de data centers e eletrônicos de consumo, garantindo escalabilidade para tarefas de aprendizado de máquina. As projeções vêm de previsões da indústria, enfatizando a necessidade de estratégias de armazenamento adaptáveis em um futuro centrado em IA.