Uma inspetora da Agência Tributária testemunhou no julgamento da família Pujol que o ano de fraude fiscal de 2008 referente ao filho mais velho, Jordi Pujol Ferrusola, prescreveu. Especialistas questionaram se os pagamentos dos empresários referiam-se a serviços reais. A Audiência Nacional continua com os depoimentos das autoridades fiscais.
No julgamento na Audiência Nacional contra o ex-presidente Jordi Pujol, seus sete filhos, Mercè Gironés — ex-esposa do filho mais velho — e oito empresários por crimes que incluem associação ilícita, lavagem de dinheiro e fraude fiscal, quatro inspetores da sucursal da Agência Tributária na Catalunha testemunharam na segunda-feira, 23 de março de 2026. Uma inspetora revisou as empresas de Jordi Pujol Ferrusola, Iniciatives Marketing i Inversions S.A. (IMISA) e Project Marketing, de 2008 a 2011. Ela concluiu que, em 2008, Pujol Ferrusola sonegou 89.244 euros como pessoa física, a IMISA 55.162 e a Project Marketing 4.375, mas o caso prescreveu para fins penais. Para os anos seguintes, ela propôs autuações como 135.951 euros para Pujol Ferrusola em 2009, entre outros. Os promotores o acusam de sonegar um total de 6.598.799 euros entre 2007 e 2012. Especialistas questionaram faturas por serviços de intermediação pagos por empresas como Copisa e Isolux para negócios como a venda de um clube de golfe em Ronda, a expansão de uma refinaria em Cartagena, usinas solares em Alcázar de San Juan ou empreendimentos no México e no Gabão. Os promotores alegam que os pagamentos eram por favores em licitações públicas catalãs. Nenhum documento comprobatório dos serviços foi fornecido, apenas pelos pagadores, e as empresas compartilhavam um funcionário. A inspetora afirmou: «Se ninguém apresenta provas de que a operação não foi real, para mim ela era válida». Os especialistas da ONIF ainda prestarão depoimento.