Cinquenta fuzileiros navais dos Estados Unidos e 61 unidades especializadas panamenhas iniciarão, nesta segunda-feira (12), um exercício conjunto para proteger o Canal do Panamá, que se estenderá até 26 de fevereiro. Este é o primeiro de vários treinamentos planejados para 2026 entre os dois países, após três simulações realizadas em 2025. O programa visa aprimorar o preparo profissional e a capacidade de resposta em cenários operacionais, conforme comunicado oficial.
O treinamento conjunto entre Panamá e Estados Unidos começou nesta segunda-feira (12 de janeiro de 2026), com o objetivo de fortalecer a segurança do Canal do Panamá. Anunciado no domingo (11), o exercício envolve 50 fuzileiros navais americanos e 61 unidades do Serviço Aéreo e Naval Nacional, da Polícia Nacional e do Serviço Nacional de Fronteiras do Panamá. Ele se estenderá até 26 de fevereiro e representa o primeiro de uma série de exercícios programados para o ano.
Em 2025, os dois países realizaram três simulações de segurança semelhantes. O contexto recente inclui tensões diplomáticas: em 2 de janeiro, o presidente panamenho José Raúl Mulino declarou o fim da crise com os EUA, após ameaças do ex-presidente Donald Trump de retomar o controle do canal, alegando influência chinesa. Se concretizada, tal ação seria a primeira intervenção americana no Panamá por razões de segurança nacional desde 1989, quando tropas dos EUA invadiram o país para derrubar o ditador Manuel Noriega, acusado de narcotráfico.
No ano passado, navios de guerra americanos visitaram o canal durante uma operação militar dos EUA no mar do Caribe contra narcotraficantes venezuelanos, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. O comunicado oficial destaca que o treinamento busca "aprimorar o preparo profissional e a capacidade de resposta em cenários operacionais".