A refinaria de Dos Bocas e a reabilitação do Sistema Nacional de Refino impulsionaram a produção da Pemex em 2025, cobrindo 52.9% das gasolinas comercializadas e reduzindo as importações ao menor nível em 16 anos. Para o diesel, a cobertura atingiu 92% da demanda doméstica. Essa melhoria marca o maior aumento em quatro anos para gasolinas e uma década para diesel.
Em 2025, a Petróleos Mexicanos (Pemex) alcançou um avanço significativo na produção de combustíveis, impulsionado pela operação da refinaria de Dos Bocas e pela reabilitação do Sistema Nacional de Refino (SNR). A empresa, liderada por Víctor Rodríguez Padilla, produziu em média 356.3 mil barris diários de gasolinas (magna e premium), um aumento de 22.7% em relação ao ano anterior, o maior nos últimos quatro anos. Isso permitiu cobrir 52.9% das gasolinas comercializadas internamente. Dos Bocas foi o principal motor desse 'boom', passando de 3 mil barris diários em 2024 para 49.9 mil em 2025, operando a 30% de sua capacidade projetada de 170 mil barris diários. Em dezembro de 2025, atingiu 80 mil barris diários. Outras refinarias contribuíram com aumentos: Tula (30.9%), Minatitlán (4.2%), Salina Cruz (1.8%) e Salamanca (1.2%). Apenas Cadereyta (-4.8%) e Madero (-1.1%) registraram quedas. Para o diesel, a produção média foi de 227.8 mil barris diários, um crescimento de 26.6% e o maior nível em uma década. Dos Bocas contribuiu com 54 mil barris diários, 23.7% do total nacional, operando a 45% de sua capacidade de 120 mil barris. As importações de diesel caíram para 81.2 mil barris diários, o mínimo desde 2009. As importações de gasolina caíram para 337.3 mil barris diários, o menor nível em 16 anos, em comparação com a dependência de 78.2% em 2018. Esse ressurgimento impacta as refinarias dos EUA, já que o México é seu maior comprador. De acordo com dados da U.S. Energy Information Administration, as importações mexicanas de gasolina e diesel foram de 726 mil barris diários em outubro de 2025.