A disputa pelo governo de Alagoas entra em fase decisiva com prazos até 3 de abril para filiação partidária e desincompatibilização. O ministro Renan Filho (MDB) aposta nas entregas de obras do ciclo emedebista iniciado em 2015, enquanto o prefeito JHC (PL) enfrenta pressão bolsonarista para se alinhar a Flávio Bolsonaro. Uma pesquisa recente mostra JHC à frente com 47,6% contra 40,9% de Renan Filho.
A disputa pelo governo de Alagoas ganha contornos decisivos à medida que se aproxima o prazo de 3 de abril para filiação partidária e desincompatibilização de cargos para quem pretende concorrer a outros postos. Renan Filho, ministro dos Transportes pelo MDB e ex-governador do estado de 2015 a 2022 — período em que se elegeu senador —, posiciona-se como candidato ao Palácio República dos Palmares, apostando nas realizações do ciclo emedebista que ele iniciou.
Entre as bandeiras principais, destacam-se investimentos na saúde, como a construção dos hospitais de Palmeira dos Índios, o Coração Alagoano — referência em transplantes cardíacos pelo SUS — e o Hospital Metropolitano do Agreste, em Arapiraca. Renan Filho conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a cogitar o ministro como vice em sua chapa presidencial para atrair o MDB à aliança. O candidato também é próximo do senador Renan Calheiros (MDB), seu pai e aliado no Congresso.
Seu principal adversário potencial é o prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, conhecido como JHC (PL). A questão central para JHC é se ele se aproximará do senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência e rival de Lula. Embora não esteja confirmado que JHC concorrerá, o bolsonarismo deve pressioná-lo nos próximos dias. Anotações divulgadas de Flávio Bolsonaro indicam: “Conversar até dia 15 de março” ao lado do nome de JHC. Como alternativa, o deputado Alfredo Gaspar (União), relator da CPMI do INSS, é mencionado com a nota: “único que pedirá voto para mim”.
Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, de dezembro de 2024, aponta JHC com 47,6% das intenções de voto contra 40,9% de Renan Filho, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais.