Alguns cientistas políticos argumentam que os Estados Unidos não funcionam mais como uma democracia liberal e, em vez disso, apresentam traços de “autoritarismo competitivo”, um sistema no qual as eleições ocorrem, mas os titulares usam o poder estatal para inclinar o campo de jogo a seu favor. Os cocriadores do conceito, Steven Levitsky e Lucan Way, disseram à NPR que nunca esperaram aplicar o termo aos EUA.
Steven Levitsky, professor de governo em Harvard, e Lucan Way, atualmente professor na Universidade de Toronto, cunharam o termo “autoritarismo competitivo” em 2002 para descrever sistemas políticos em países como Sérvia, Quênia e Peru, segundo a NPR.
No relato da NPR, sistemas de autoritarismo competitivo mantêm regras democráticas e eleições competitivas, mas o partido no poder utiliza táticas que distorcem a concorrência para ajudar a permanecer no cargo.
Levitsky disse à NPR que, quando o termo foi introduzido, ele e Way nunca imaginaram que seria usado para descrever os Estados Unidos. Na mesma entrevista, Levitsky apontou o que descreveu como sinais de um “manual” familiar na era Trump, incluindo ações que, em sua visão, aumentam os custos da oposição política.
A NPR também relatou que alguns acadêmicos contestam essa caracterização e argumentam que os EUA permanecem uma democracia, citando os constantes protestos públicos e críticas ao governo como evidência da continuidade das liberdades políticas.