Cientistas descobrem âmbar de 112 milhões de anos com insetos no Equador

Pesquisadores descobriram os primeiros depósitos de âmbar da América do Sul que preservam insetos antigos em uma pedreira equatoriana. A descoberta de 112 milhões de anos da Formação Hollín oferece insights sobre uma floresta pré-histórica no supercontinente Gondwana. Essa rara visão revela um ecossistema diversificado do período Cretáceo.

Em um avanço para a paleontologia, uma equipe liderada por Xavier Delclòs desenterrou amostras de âmbar na pedreira Genoveva dentro da Bacia Oriente do Equador. A descoberta, detalhada em um estudo publicado em Communications Earth & Environment em 2025, marca os primeiros depósitos desse tipo na América do Sul contendo bio-inclusões de insetos.

O âmbar data de aproximadamente 112 milhões de anos atrás, durante a era Cretácea, quando os continentes se separavam de Gondwana. O âmbar, resina de árvore fossilizada, tornou-se mais prevalente entre 120 e 70 milhões de anos atrás, frequentemente prendendo plantas e animais para preservação. Anteriormente, os principais depósitos estavam confinados ao Hemisfério Norte, limitando o conhecimento de ecossistemas do Hemisfério Sul.

A análise das amostras revelou dois tipos de âmbar: um formado no subsolo perto das raízes das plantas e outro ao ar livre. De 60 amostras do último, os pesquisadores identificaram 21 bio-inclusões em cinco ordens de insetos, incluindo Diptera (moscas), Coleoptera (besouros) e Hymenoptera (formigas e vespas). Um fragmento de teia de aranha também foi encontrado. A rocha circundante rendeu fósseis de plantas como esporos, pólen e outros traços botânicos.

Esses achados indicam que o âmbar se originou em uma floresta quente e úmida rica em árvores produtoras de resina e vegetação densa no sul de Gondwana. Os pesquisadores, incluindo Enrique Peñalver, Carlos Jaramillo e outros, enfatizam que esse recurso aprimora a compreensão da biodiversidade durante um momento pivotal na história da Terra. A Formação Hollín, uma camada sedimentar através da Bacia Oriente, forneceu o contexto para essa vívida fotografia da vida antiga.

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