A senadora Elissa Slotkin, democrata por Michigan e ex-analista da CIA, criticou a decisão do presidente Donald Trump de cancelar uma audiência de confirmação no Senado para seu indicado à chefia da inteligência dos EUA, mantendo o diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional, Bill Pulte, em um cargo interino.
A senadora Elissa Slotkin, democrata por Michigan que trabalhou anteriormente como analista da CIA, criticou a decisão do presidente Donald Trump de suspender uma audiência de confirmação agendada no Senado para seu escolhido para liderar o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional (ODNI), afirmando que a Casa Branca estava usando a vacância para ganhar vantagem em uma disputa legislativa separada. (apnews.com)
Trump declarou que estava atrasando o processo de seu indicado, Jay Clayton, horas antes de Clayton comparecer perante o Comitê de Inteligência do Senado, um movimento que renovou as tensões com legisladores de ambos os partidos que vinham tentando dar prosseguimento à nomeação. (apnews.com)
Slotkin argumentou que o episódio estava ligado à pressão sobre o Congresso para agir em relação à proposta de Trump sobre votação, e ela questionou a lógica da administração ao promover Bill Pulte — atualmente diretor da Agência Federal de Financiamento Habitacional — para servir como diretor interino de inteligência nacional, apesar de sua falta de experiência na área. (axios.com)
Em sua crítica, Slotkin apontou para o histórico de Pulte na supervisão habitacional e disse estar preocupada com o fato de que um chefe de inteligência interino poderia usar o cargo para visar opositores políticos. Outros democratas levantaram preocupações semelhantes, enquanto alguns republicanos também expressaram desconforto com o que descrevem como uma potencial politização do papel da inteligência. (warner.senate.gov)
Slotkin também criticou a posição de Trump sobre a renovação de uma autoridade-chave de vigilância estrangeira — a Seção 702 da Lei de Vigilância de Inteligência Estrangeira (FISA) —, alertando que usar a cláusula como moeda de troca poderia minar os esforços dos EUA para monitorar ameaças externas. Trump vinculou publicamente a disputa pela renovação da vigilância às suas demandas legislativas mais amplas, incluindo seu projeto de lei eleitoral. (axios.com)