Partido Socialista congela laços com aliança governante por críticas à lei Nain-Retamal

O Partido Socialista do Chile anunciou na quarta-feira que congelará as relações com a aliança governante, em resposta às críticas do Partido Comunista e da Frente Ampla pelo seu apoio à lei Nain-Retamal, que permitiu a absolvição do ex-carabuleiro Claudio Crespo no caso Gustavo Gatica. A presidente do PS, Paulina Vodanovic, acusou o PC de deslealdade e a FA de abandonar o presidente Boric. O partido chegou a considerar sair do governo, mas optou por analisá-lo com cautela.

Em uma reunião interna na noite de terça-feira, a diretoria do Partido Socialista (PS) reuniu-se com sua bancada de deputados por quase duas horas, expressando fúria unânime pelos ataques do Partido Comunista (PC) e da Frente Ampla (FA). Os socialistas apoiaram em 2023 os artigos da lei Nain-Retamal promovida pelo Executivo, incluindo a 'defesa legítima privilegiada' usada para absolver Claudio Crespo no caso Gustavo Gatica dos distúrbios sociais de 2019. 'O PC agiu de forma desleal, transferindo os custos de decisões que eles mesmos apoiaram por meio de seus ministros', declarou Vodanovic em um ponto de imprensa no Congresso, cercada por parlamentares do PS. Ela acrescentou que a FA está 'abandonando' o presidente Gabriel Boric e que o PS não se juntará ao comitê político ampliado nem ao conclave oficialista em 23 de janeiro. Deputados como Raúl Leiva e Daniel Manouchehri classificaram as críticas como deslealdade ao governo e uma 'bomba' para a unidade da esquerda. Embora alguns líderes tenham sugerido refletir sobre permanecer no governo Boric, que termina em dois meses, Vodanovic enfatizou que o PS é uma 'esquerda responsável' e trabalhará até o fim, mas não tolerará ataques de aliados. O presidente Boric, em entrevista à CNN, esclareceu que a lei é uma fusão de iniciativas parlamentares, não do Executivo, irritando ainda mais o PS, que lembrou o papel da ministra Camila Vallejo (PC) em sua aprovação. Outros partidos como PPD e Radical também anunciaram reflexões internas e solidariedade com o PS, enquanto a FA, por meio de Jorge Brito e Constanza Martínez, pediu maturidade e negou culpar diretamente o PS. Essa ruptura aprofunda as divisões históricas da coalizão, desde o estallido social até questões como indultos e reformas.

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