A chamada 'lei de amarre', destinada a garantir contratos no setor público, está desmoronando dentro do oficialismo e espera-se que seja rejeitada no Congresso. O deputado PPD José Toro criticou o acordo com o setor público, enquanto as guildas empresariais questionam a insistência do governo nas negociações ramais. Esta norma afeta quase 70% dos funcionários do governo central, em sua maioria contratados e profissionais.
Em meio à transição presidencial para José Antonio Kast, a 'lei de amarre' gerou controvérsia ao tentar estabilizar posições no setor público. Relatórios indicam que quase 70% dos funcionários do governo central trabalham por contrato, e a maioria são profissionais, motivando a proposta para evitar mudanças abruptas com a nova administração.
O deputado PPD José Toro criticou duramente o 'amarre' incluído no acordo com o setor público, antecipando sua rejeição no Congresso por falta de consenso. 'A chamada “lei de amarre” está desmoronando no oficialismo e sua falta de apoio pressagia sua rejeição no Congresso', afirma uma manchete recente. Além disso, as guildas empresariais expressaram desacordo com a insistência do governo em negociações ramais, vendo isso como um obstáculo a uma transição suave.
Em uma carta ao editor, Ignacio Garay P. argumentou: 'Se a qualidade dos amarrados fosse boa, não haveria necessidade de amarras'. Enquanto isso, o advogado Gabriel Alemparte descreveu a iniciativa como 'uma tentativa indecente de lei de amarre para funcionários que manchou o processo' de transferência de poder, destacando como ela mancha os rituais democráticos tradicionais do Chile.
Esta situação reflete tensões no fechamento do governo de Gabriel Boric, com o oficialismo dividido e a oposição fortalecida à frente da posse de Kast em 2026. O debate sublinha desafios na estabilidade laboral do setor público durante mudanças políticas.