O Ministério da Fazenda do Chile convocou assessores da oposição para uma reunião virtual na segunda-feira, para explicar a controversa cláusula de 'vinculação' do projeto de ajuste do setor público, após reações iniciais negativas da equipe do presidente eleito José Antonio Kast. A sessão visa facilitar o processamento congressional a partir de 5 de janeiro, enquanto o gabinete presidencial ordena que os nomeados políticos tirem as férias pendentes antes da transição do governo em março.
Com base em tensões anteriores nas quais aliados de Kast, como o presidente do Partido Republicano Arturo Squella, denunciaram as disposições do projeto como uma 'quebra de confiança' por limitar demissões de trabalhadores contratados, o ministro da Fazenda Nicolás Grau convocou assessores das comissões de Fazenda da Câmara e do Senado, além de líderes da oposição, para uma reunião virtual na segunda-feira, 29 de dezembro, às 17h. O objetivo é antecipar o conteúdo do projeto — sem texto completo — para prever disputas antes do debate congressional em 5 de janeiro.
Os partidos de oposição RN, UDI e Republicanos confirmaram presença. O deputado RN Frank Sauerbaum disse que o grupo revisaria mais de 100 normas após a reunião antes de decidir sobre o engajamento, criticando os US$ 600 milhões orçados contra um custo de US$ 1,5 bilhão. O UDI Felipe Donoso planeja participar após o texto final, enquanto o deputado republicano Agustín Romero enviará um assessor para promover transparência.
Em paralelo, o ministro do Interior Álvaro Elizalde instruiu na reunião de gabinete de sexta-feira que os nomeados políticos não podem permanecer além de 11 de março — a transição para Kast — e não podem adiar férias além de fevereiro, distinguindo-os do pessoal de carreira protegido pela cláusula de vinculação. Elizalde rejeitou ameaças de acusações constitucionais contra Grau como 'absurdas'.