Comitê Central do PC analisa derrota de Jeannette Jara no segundo turno

O líder do Partido Comunista, Lautaro Carmona, apresentou no domingo as conclusões da 10ª Plenária do seu Comitê Central após a derrota eleitoral de Jeannette Jara para José Antonio Kast no segundo turno de 14 de dezembro. Em um discurso no Instituto de Ciências Alejandro Lipschutz, Carmona reconheceu o papel destacado da candidata e atribuiu o fracasso a causas multifatoriais, incluindo a coordenação partidária e o contexto internacional. O partido planeja melhorar sua comunicação e defender propostas de justiça social no novo cenário político.

Na manhã de domingo, 21 de dezembro, o Partido Comunista do Chile (PC) apresentou as resoluções de sua 10ª Sessão Plenária do Comitê Central, realizada no Instituto de Ciências Alejandro Lipschutz (ICAL). Lautaro Carmona, líder do partido, fez um discurso extenso acompanhado pela secretária-geral Bárbara Figueroa e pelo membro do comitê político Juan Andrés Lagos. A reunião abordou o cenário político nacional após as eleições e as projeções futuras do partido.

Carmona começou destacando o 'papel destacado' de Jeannette Jara como candidata de uma coalizão maior que o PC. A ex-ministra do Trabalho, que se desculpou por não comparecer, recebeu esse reconhecimento. Em seguida, abordou a derrota no segundo turno de 14 de dezembro, no qual José Antonio Kast, do Partido Republicano, conquistou a vitória com um 'voto tremendo'. 'Sofreram uma dura derrota político-eleitoral e essa derrota deve nos permitir corrigir, extrair lições, tentar entender onde estavam as causas mais determinantes que explicam essa situação (...) também temos que assumir o triunfo com um voto tremendo para o candidato de extrema-direita', declarou Carmona.

Sobre as causas, Carmona enfatizou que não há um único fator, mas sim 'multifatoriais'. Estas incluíram autocrítica à contribuição de campanha do PC, coordenação entre partidos, refinamento da plataforma programática para conectar com as expectativas populares, ações do governo atual durante a disputa e o contexto internacional, como a ofensiva 'muito violenta' dos Estados Unidos na América Latina. 'Não podíamos descontextualizar que essa batalha político-eleitoral ocorre em um quadro de uma ofensiva muito violenta, direta, invasiva, do ponto de vista material e militar, dos Estados Unidos em relação ao que chamam de seu quintal', explicou.

Olhando para o futuro, o PC visa aprimorar sua capacidade de comunicação para alcançar a maioria da população e desenvolver propostas compartilhadas sobre justiça social. Carmona sugeriu um documento conjunto com outras forças políticas para apresentar ao povo chileno. 'Isso nos obriga a melhorar nossa capacidade de comunicação (...) E daí surgirá essa plataforma voltada para trabalhar reunindo todas as lições para que o governo que assumir em 11 de março não tenha possibilidade, por meio de seu próprio exercício, de durar além de quatro anos', afirmou, enfatizando o uso de recursos democráticos para representar demandas legítimas.

Artigos relacionados

President José Antonio Kast meets with Republican Party deputies at Cerro Castillo amid party tensions
Imagem gerada por IA

Kast meets republican deputies at Cerro Castillo amid internal party tensions

Reportado por IA Imagem gerada por IA

President José Antonio Kast held a meeting on Monday with Republican Party deputies at Cerro Castillo Presidential Palace. The gathering aims to ease tensions sparked by the clash between party leader Arturo Squella and Second Floor chief Alejandro Irarrázaval.

Chile's Communist Party (PC) is rallying allied forces to turn May 1st into the first major street protest against President José Antonio Kast's government. Opposition leaders have confirmed participation in the march and central event organized by the CUT. Critics target tax reforms and potential budget cuts.

Reportado por IA

A month after Chile's government withdrew support for Michelle Bachelet's UN Secretary-General candidacy, Communist Party president Lautaro Carmona criticized the move as 'sectarian, selfish, and subservient to Donald Trump,' praising her human rights expertise amid global tensions. Bachelet continues her bid with Brazil and Mexico's backing.

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar