O presidente do Partido Comunista Lautaro Carmona respondeu às críticas pelo impulso de seu partido a mobilizações contra o próximo governo de José Antonio Kast, insistindo que os movimentos sociais operam de forma independente e rejeitando acusações de desestabilização. Críticos na coalizão governante, incluindo figuras do PPD, chamaram a estratégia de imprudente enquanto as divisões se aprofundam antes da transição em março de 2026.
Após a resolução do comitê central do PC —reportada no início desta semana— convocando 'marcos de mobilização ampla e unitária' como 8 de março e 1º de maio para combater 'tendências autoritárias' no governo de Kast, o presidente do partido Lautaro Carmona esclareceu a posição do PC em uma entrevista em 28 de dezembro na Radio Nuevo Mundo.
Carmona enfatizou que 'os movimentos sociais, especialmente o movimento operário, têm vida própria' e que o PC nunca buscou impor liderança política ou ideológica sobre eles. Descartou as críticas dos aliados da coalizão como 'uma provocação destinada a afetar a influência [do PC]', prometendo não 'entrar nesse jogo' e reafirmando a legitimidade do partido.
Entre as principais críticas está o deputado PPD Raúl Soto, que na TVN rotulou o 'plano de luta' do PC como 'imprudente e irresponsável', argumentando que nenhum partido deve se apropriar dos sentimentos cidadãos e preferindo oposição institucional. Preocupações semelhantes vieram de Raúl Leiva (PS), Eric Aedo (DC) e Jaime Mulet (FREVS), considerando a convocação inoportuna. O ministro do Interior Álvaro Elizalde (PS) enfatizou manifestações pacíficas.
A fenda ecoa debates mais amplos na coalizão, com apoio da Frente Ampla e Humanistas, mas distância do PS e PPD. Uma reunião dos partidos governantes com a DC está marcada para 17 de janeiro. Carmona posicionou o PC como oposição construtiva, apoiando o cumprimento de promessas enquanto contesta retrocessos.