Reforma elétrica da África do Sul chega ao momento da verdade

Um novo relatório destaca a necessidade urgente de ações estruturadas para avançar a transição da África do Sul do monopólio da Eskom para um mercado de eletricidade competitivo. Lançado pela South Africa Electricity Traders Association e produzido pela Krutham, o documento delineia dez passos chave em meio à redução dos apagões programados. Ele enfatiza a importância da execução para garantir investimentos e segurança energética.

A África do Sul está transitando de mais de um século de controle monopolista verticalmente integrado no fornecimento de eletricidade para um sistema competitivo de múltiplos mercados, impulsionado pela recente crise de load shedding. O relatório intitulado Policy to Power: Ten actions to deliver green, accessible and secure electricity, lançado esta semana, argumenta que a reforma agora requer sequenciamento focado, responsabilização e compromisso político, em vez de apenas novas leis.  nnÀ frente está o apelo por uma rota de reforma elétrica endossada pelo Gabinete, com marcos claros, prazos e responsabilidades atribuídas para evitar fragmentação entre órgãos governamentais. A legislação existente, incluindo a Electricity Regulation Act alterada, já apoia um mercado atacadista competitivo, acesso aberto à rede e um operador independente do sistema de transmissão. O South African Wholesale Electricity Market (SAWEM) operará ao lado de contratos bilaterais.  nnO relatório enfatiza o desmembramento da Eskom Holdings como a reforma econômica mais significativa desde 1994, visando separar transmissão, operação do sistema e funções de mercado dos interesses comerciais, garantindo acesso não discriminatório à rede. Ele também insta a definir a estrutura futura da Eskom, incluindo seu capital e frota de geração, que enfrenta substituição de mais da metade de sua capacidade a carvão em 15 anos.  nnA atividade do setor privado já está em andamento, com quase 4,7 GW de projetos acima de 5 MW alcançando fechamento financeiro entre 2023 e 2025, e mais 18 GW no pipeline. Traders facilitam agregação, gerenciamento de riscos e financiamento sem garantias estatais. No entanto, o relatório alerta que regulamentações incompletas, como regras de negociação e frameworks de wheeling, podem limitar a participação mais ampla.  nnAs reformas de preços representam um desafio, pois as tarifas superaram a inflação ao consumidor. A Electricity Pricing Policy (EPP) revisada pendente precisa de aprovação do Gabinete em 2026 para permitir precificação reflexiva de custos e baseada no mercado. A expansão de transmissão pela National Transmission Company South Africa permanece um gargalo crítico, enquanto municípios que gerenciam 40% da rede de distribuição requerem estabilização.  nnNo geral, com a redução dos load shedding e o surgimento de investimentos privados, o relatório enfatiza uma janela estreita para implementar essas medidas para um fornecimento de energia sustentável, crescimento e descarbonização.

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