Uma start-up sediada na Califórnia afirma que sinais acústicos especialmente projetados podem aumentar a produtividade das culturas e reduzir o uso de água sem engenharia genética ou produtos químicos. A Haivya relata resultados de testes em múltiplas espécies de plantas.
A Haivya desenvolveu um Protocolo de Cultivo e Comunicação Bioacústica, ou BCCP (na sigla em inglês), com patente pendente, que expõe as plantas a sons e frequências em camadas, reproduzidos através de alto-falantes padrão em volumes abaixo de 80 decibéis.
Em um artigo publicado online na semana passada, a empresa descreveu testes realizados em sete espécies, incluindo pimentões, soja e cannabis. Dois protocolos BCCP produziram aumentos de produtividade de 42% e 59%, respectivamente, juntamente com um ciclo de crescimento 14% mais rápido e menor consumo de água em comparação com os grupos de controle.
Um teste independente de terceiros em plantas de cannabis constatou um aumento de 90% na biomassa vendável e 34% a menos no uso de água. Os sons variam de acordo com o estágio de crescimento, começando na germinação e mudando para focar na expansão das raízes nas mudas ou nos locais de brotação posteriormente.
A fundadora Andrea Ott-Dahl afirmou que a abordagem difere de experimentos anteriores porque o protocolo visa resultados específicos, em vez de aplicar o som de forma generalizada. O pesquisador Simon Gilroy, da Universidade de Wisconsin-Madison, observou que as plantas respondem ao som, mas disse que o mecanismo permanece incerto e o artigo ainda não foi revisado por pares.