O presidente Donald Trump demitiu a secretária de Segurança Interna Kristi Noem em 5 de março de 2026, após uma audiência no Senado em que ela o implicou na aprovação de uma controversa campanha publicitária do DHS no valor de 200-220 milhões de dólares, e indicou o Sen. Markwayne Mullin, do Oklahoma, como substituto, com efeito a partir de 31 de março, pendente de confirmação. Noem passa a ser enviada especial para o Shield of the Americas, antes de uma cúpula no Trump National Doral Miami.
O presidente Trump anunciou a mudança na liderança do DHS por meio de uma postagem no Truth Social na quinta-feira, 5 de março, enquanto Noem falava com repórteres em uma coletiva de imprensa. Trump elogiou seu serviço, citando 'numerous and spectacular results (especially on the Border!)', e a realocou como enviada especial para a iniciativa de segurança Shield of the Americas, que será revelada em uma cúpula no sábado, 7 de março, no Trump National Doral Miami, focada em combater cartéis e tráfico de drogas para contrabalançar a influência chinesa. Noem respondeu no X, agradecendo a Trump e antecipando colaboração com o secretário de Estado Marco Rubio e o secretário de Guerra Pete Hegseth. Ela falou mais tarde em uma conferência de forças de segurança em Nashville, enfatizando deportações. Os detalhes da demissão surgiram de uma audiência no Senado em 3 de março, na qual o senador da Louisiana John Kennedy questionou Noem sobre a campanha publicitária para auto-deportações, envolvendo contratos sem licitação custando 200-220 milhões de dólares concedidos a uma empresa criada dias antes, subcontratando consultores ligados ao marido de sua ex-porta-voz. Kennedy, que avisou a Casa Branca com antecedência, disse que a alegação de Noem de que Trump aprovou os gastos deixou o presidente 'mad as a murder hornet'. O mandato de Noem também atraiu críticas bipartidárias sobre a Operation Metro Surge em Minneapolis (tiroteios fatais contra cidadãos americanos Alex Pretti e Renee Good em janeiro de 2026, prisão equivocada de um idoso hmong em meio a 50.000 manifestantes), ajuda em desastres, atrasos na muralha fronteiriça e uma suposta pressão para demitir o comissário da Alfândega e Proteção de Fronteiras Rodney Scott. Trump respondeu substituindo o oficial da Patrulha de Fronteira aliado de Noem, Gregory Bovino, pelo czar da fronteira Tom Homan. O DHS alcançou 605.000 deportações e expandiu a detenção, mas agentes de base citaram sua inexperiência; o DHS está em paralisação parcial desde 14 de fevereiro. Líderes republicanos do Senado souberam da demissão e da nomeação de Mullin — lida pelo senador de Missouri Eric Schmitt a partir da postagem de Trump durante o almoço. Mullin, membro da Nação Cherokee, ex-encanador, empresário, fazendeiro, lutador de MMA e aliado de Trump (Câmara desde 2013, Senado desde 2023; comitês de Apropriações e Serviços Armados), carece de experiência direta no DHS, mas aparece frequentemente na TV a cabo. Ele chamou a nomeação de 'humbling', antecipa desafios como do Sen. Rand Paul (notado C+ pela NumbersUSA em imigração) e prometeu proteger a fronteira e combater o crime de migrantes e drogas. Reações foram mistas: republicanos como os Sens. Lindsey Graham e Thom Tillis apoiaram a mudança; democratas incluindo a Sen. Amy Klobuchar (planejando oposição) e o Gov. Gavin Newsom criticaram como recuo, pedindo reformas. Pesquisas mostram a aprovação de Trump na fronteira caindo de 49% (abril de 2025) para 40% (fevereiro de 2026).