O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as deputadas democratas Ilhan Omar e Rashida Tlaib deveriam ser internadas e enviadas de volta a seus países de origem. A declaração veio um dia após as duas interromperem seu discurso sobre o Estado da União. Ambas são cidadãs americanas de origem muçulmana.
Em 25 de fevereiro de 2026, Donald Trump postou na rede social Truth Social criticando Ilhan Omar, de Minnesota, e Rashida Tlaib, de Michigan, após elas o interromperem durante o discurso sobre o Estado da União na véspera. As deputadas, ambas democratas e de origem muçulmana — Omar somali e Tlaib palestina —, gritaram 'você está matando americanos' e Omar o chamou de 'mentiroso', em protesto contra as políticas de imigração do governo Trump.
Trump descreveu as congressistas como tendo 'olhos esbugalhados e vermelhos de pessoas loucas, lunáticas, mentalmente perturbadas e doentes'. Ele acrescentou: 'Francamente, parecem que deveriam ser internadas. Deveríamos mandá-las de volta para seus países de origem — o mais rápido possível'.
O líder da minoria na Câmara, Hakeem Jeffries, classificou os comentários como 'xenófobos' e 'vergonhosos'. Tlaib escreveu no X que as declarações mostram que Trump 'está em crise'. O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR) criticou via seu vice-diretor nacional, Edward Ahmed Mitchell: 'É racista e intolerante dizer que duas parlamentares muçulmanas americanas deveriam ser enviadas para o país onde nasceram ou de onde vieram seus ancestrais, com base em suas críticas às mortes de americanos pelo ICE'.
Durante o discurso, Trump reiterou acusações de fraudes em comunidades somalis nos EUA e mencionou 'piratas somalis' saqueando Minnesota, justificando o envio de agentes armados do ICE ao estado. Grupos de direitos humanos afirmam que isso cria um ambiente de medo e usa casos isolados para perseguir imigrantes, questionando a credibilidade de Trump devido a indultos passados por crimes semelhantes. A Casa Branca não comentou imediatamente.