Nos dias seguintes aos ataques dos EUA e de Israel ao Irã que começaram em 28 de fevereiro de 2026 — incluindo a morte do Líder Supremo Aiatolá Khamenei —, o presidente Donald Trump enfrenta críticas crescentes pela escala da operação, falta de objetivos claros e contradição com suas promessas de campanha anti-guerra, em meio a baixo apoio público e alertas de turbulência regional.
Os ataques, parte de uma operação que envolveu acúmulo militar sem precedentes no Golfo — superando níveis desde a invasão do Iraque em 2003 —, foram descritos pelo repórter de segurança nacional Shane Harris como a 'opção maximalista'. Embora relatórios iniciais detalhassem alvos como sítios nucleares e o complexo de Khamenei, análises subsequentes destacam contradições nas declarações da administração. O enviado Steve Witkoff afirmou que o Irã estava a semanas de uma arma nuclear, mas Harris relata que não há inteligência crível que o apoie, e ataques anteriores dos EUA não destruíram completamente as instalações. A expertise nuclear do Irã avançou desde que Trump se retirou do acordo de 2015. Justificativas incluem a repressão do Irã a protestos, apoio a proxies e ambições nucleares, mas críticos notam a ausência de metas definidas ou estratégia de saída, desviando-se da Doutrina Powell. Uma pesquisa da Universidade de Maryland de início de fevereiro mostrou apenas 21% de apoio americano para atacar o Irã. Trump, que fez campanha contra guerras estrangeiras, agora atrai fogo de sua base e republicanos preocupados com distrações nas eleições de meio de mandato. O ex-asesor John Bolton alertou que a ação arrisca um vácuo de poder e conflito mais profundo. Com centenas de mortos e Oriente Médio desestabilizado, persistem perguntas sobre o caminho a seguir enquanto a operação se desenrola.