O Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos EUA (ICE) informou que removeu, no dia 22 de abril, Zakaria Songotoua, um ex-membro de 40 anos da dissolvida guarda presidencial de Burkina Faso, acusado de participar da tentativa de golpe de Estado no país em 2015. A deportação ocorreu após um juiz de imigração determinar que ele não era elegível para obter status migratório, segundo o The Daily Wire.
As autoridades de imigração dos EUA deportaram Zakaria Songotoua, ex-membro do Regimento de Segurança Presidencial (RSP) de elite de Burkina Faso, após um juiz de imigração dos EUA ordenar sua remoção.
Oficiais do ICE enviaram Songotoua para Burkina Faso em 22 de abril, informou o The Daily Wire, citando a agência e declarações que, segundo o veículo, foram fornecidas pelas Operações de Execução e Remoção do ICE em Nova York.
Songotoua participou da tentativa de golpe que começou em 16 de setembro de 2015, quando soldados do RSP detiveram membros do governo de transição de Burkina Faso, incluindo o presidente interino Michel Kafando e o primeiro-ministro, tenente-coronel Isaac Zida, de acordo com reportagens contemporâneas dos principais veículos internacionais.
Os relatos sobre a violência subsequente variam de acordo com a fonte. O governo de Burkina Faso teria relatado 11 pessoas mortas e 271 feridas nos distúrbios após a tentativa de golpe, enquanto a Anistia Internacional afirmou que sua pesquisa constatou 14 mortos e centenas de feridos por membros da antiga guarda presidencial.
O The Daily Wire noticiou que Songotoua deixou Burkina Faso antes do julgamento e foi posteriormente condenado à revelia por um tribunal militar sob acusações que incluíam homicídio e ataque à segurança do Estado, recebendo uma sentença de 30 anos de prisão.
Em comentários compartilhados com o The Daily Wire, Kenneth Genalo, identificado como diretor do escritório de campo das Operações de Execução e Remoção do ICE na cidade de Nova York, afirmou que indivíduos que se envolvem em tal violência "não têm lugar nos Estados Unidos".