A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou missão oficial aos Estados Unidos para acompanhar pedidos de asilo de brasileiros, com foco no ex-deputado Alexandre Ramagem. Ramagem, solto pelo ICE após dois dias preso em Orlando, agradeceu à cúpula do governo Trump em vídeo nas redes sociais. Ele afirma ter status regular nos EUA enquanto aguarda análise de pedido de asilo.
O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado a 16 anos e um mês de prisão por participação em tentativa de golpe de Estado, foi preso pelo ICE em Orlando, na Flórida, na segunda-feira (13), e solto após dois dias. A Polícia Federal informou que a detenção ocorreu por cooperação internacional entre Brasil e EUA. Ramagem saiu clandestinamente do Brasil pela fronteira com a Guiana, segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Ramagem agradeceu à 'alta cúpula do governo Trump' pela soltura. 'Rebeca e eu estamos dentro de todos os procedimentos e todas as fases, o que nos confere estado de permanência regular nos EUA', disse ele, afirmando ter entrado com passaporte e visto válidos e pedido de asilo. Um documento do Departamento de Segurança Interna dos EUA indicava visto vencido, passível de deportação, mas não houve pagamento de fiança.
Ramagem criticou a PF como 'polícia de jagunços' e pediu o afastamento de Rodrigues. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu: 'O status de Ramagem é legal: ele possui um pedido de asilo pendente [...] que tem tudo para ser deferida'.
Nesta quinta-feira (16), a Comissão de Relações Exteriores do Senado, presidida por Hamilton Mourão (Republicanos-RS), aprovou requerimento do senador Jorge Seif (PL-SC) para missão a Orlando e Washington D.C. O objetivo inclui verificar assistência consular, Tratado de Extradição e visitas ao ICE.