As empresas de ônibus da Área Metropolitana de Buenos Aires (AMBA) anunciaram cortes na frequência dos serviços a partir de quarta-feira, 1º de abril. A decisão segue um aumento de 25% no preço do diesel em março. Elas citam a falta de resposta oficial, apesar de reclamações anteriores.
Câmaras empresariais de transporte de passageiros na AMBA, incluindo a Cámara del Transporte de la Provincia de Buenos Aires e a Cámara Empresaria del Transporte Urbano de Buenos Aires, anunciaram a decisão em um comunicado conjunto.
"A medida responde à impossibilidade de manter os níveis habituais de serviço no contexto atual, com as receitas correntes, e à falta de reação das autoridades, apesar das reivindicações feitas a elas em tempo hábil", afirma o documento.
O diesel grau 2, o mais utilizado pelos ônibus, subiu 25% em março para mais de 2.100 pesos por litro, o maior aumento em dois anos, segundo a Federación Argentina de Entidades Empresarias del Autotransporte de Cargas (FADEEAC). Em dólares, chega a cerca de US$ 1,50 por litro, um dos preços mais altos da década na região.
Cristian Sanz, presidente da FADEEAC, alertou: “A escalada desproporcional nos preços do diesel é hoje a principal preocupação [...] o combustível representa um terço da nossa estrutura de custos”. Ele exigiu atualizações tarifárias imediatas para evitar paralisações no setor, já que os caminhões movimentam 90% da economia da Argentina.
As empresas pediram desculpas pelos transtornos aos usuários e reiteraram um pedido urgente por medidas oficiais para garantir a continuidade do serviço, que está em "sério risco".