Uma nova pesquisa mostra que o Mar de Aral emitiu 748 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono desde 1960, à medida que secava e se tornava uma planície salgada do tamanho da Irlanda. O estudo, publicado na revista Science, revela que o antigo lago se tornou uma grande fonte de gases de efeito estufa.
O Mar de Aral está localizado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão. Ele já foi o quarto maior corpo d'água interior da Terra antes que a irrigação para plantações de algodão o reduzisse ao longo dos últimos 60 anos.
Rafael Marcé, do Centro de Estudos Avançados de Blanes, liderou a pesquisa. Sua equipe coletou amostras de sedimentos ao longo da linha do tempo de secagem do leito do lago e descobriu que metade do dióxido de carbono foi liberada nos primeiros 15 anos após a exposição. A poeira levada pelo vento foi responsável por quase um quinto das emissões.
O estudo estima que outras 605 milhões de toneladas métricas permaneçam armazenadas no leito do lago. Marcé afirmou que proteger esse carbono poderia criar oportunidades por meio de programas de crédito de carbono.
Outros lagos em processo de redução enfrentam riscos semelhantes. Entre eles estão o Mar Cáspio, o Lago Chade e o Grande Lago Salgado de Utah.