Incêndios florestais que assolam as regiões árticas e boreais estão queimando carbono antigo presente no solo, liberando muito mais dióxido de carbono do que os modelos climáticos supunham. Um novo estudo de amostras de solo mostra que alguns incêndios estão consumindo matéria orgânica com até 5.000 anos de idade.
Meri Ruppel, do Instituto Meteorológico Finlandês, liderou a pesquisa. Sua equipe coletou amostras de solo em locais atingidos pelo fogo e descobriu que a vegetação de superfície muitas vezes provoca uma combustão lenta em camadas mais profundas e antigas. Esse processo libera tanto dióxido de carbono quanto carbono negro, que absorve a luz solar e acelera o derretimento ao se depositar sobre o gelo ou a neve.