Bancos revivem Ethereum para depósitos e pagamentos tokenizados

Principais bancos estão se voltando para a blockchain Ethereum em projetos envolvendo depósitos tokenizados e pagamentos transfronteiriços, impulsionados por um ambiente regulatório mais favorável. Instituições como JPMorgan Chase, Citi e Custodia Bank desenvolveram aplicações no Ethereum e suas redes Layer-2. Esse ressurgimento segue esforços anteriores na década de 2010 que em grande parte pararam devido a desafios técnicos e de investimento.

Em meados da década de 2010, vários grandes bancos exploraram o Ethereum para aplicações financeiras. O JPMorgan Chase desenvolveu o protocolo Quorum em 2016 para facilitar pagamentos interbancários, vendendo-o posteriormente para a Consensys em 2020. No mesmo ano, formou-se a Enterprise Ethereum Alliance, incluindo JPMorgan Chase, Banco Santander, BNY, BBVA, Credit Suisse e UBS, crescendo eventualmente para 200 membros. A plataforma atraía pelo potencial de fornecer eficiência, registros imutáveis e visibilidade em tempo real em transações como cadeias de suprimentos ou pagamentos internacionais, usando contratos inteligentes em uma blockchain descentralizada com ether como sua criptomoeda nativa. Essas iniciativas diminuíram em meio a mudanças de liderança, rivalidades entre bancos, problemas de escalabilidade e retornos de investimento incertos. O interesse reviveu após a posse do presidente Donald Trump e ações do Congresso, incluindo a GENIUS Act aprovada em julho passado para regular stablecoins, com outro projeto de lei em consideração para padrões de mercado de criptomoedas. Hoje, mais de 30 bancos, como Bank of America, Citi, TD Bank Group e Wells Fargo, fazem parceria com o SWIFT em uma plataforma baseada em Ethereum para transações transfronteiriças. O JPMorgan Chase permite que clientes institucionais usem seu depósito tokenizado JPM Coin no Base, uma rede Layer-2 do Ethereum da Coinbase. Citi, Vantage Bank e Custodia Bank emitem depósitos tokenizados em dólar americano no Ethereum. Bis Chatterjee, chefe global de parcerias e inovação no Citi, descreveu a tecnologia como «muito, muito padrão, muito, muito resiliente», notando sua operação privada e potencial de integração. Caitlin Long, fundadora e CEO do Custodia Bank, destacou os contratos inteligentes testados em batalha do Ethereum e sua descentralização, dizendo: «O grau de descentralização na rede blockchain também é um critério crítico». Na semana passada, a Texas Bankers Association endossou a plataforma de depósitos tokenizados Vantage-Custodia, onde stablecoins se originam como depósitos tokenizados iniciados por bancos. Long acrescentou: «Estamos implementando-a passo a passo e deliberadamente, como os bancos devem fazer». Embora alternativas como Solana existam —com capacidade para mais de 65.000 transações por segundo e uso em liquidações da Visa via USDC—, o Ethereum permanece a escolha preferida para muitos. Paul Brody, líder global de blockchain na EY e presidente da Enterprise Ethereum Alliance, atribuiu isso aos benefícios do Layer-2, afirmando: «O Ethereum tem um monte de momentum». Franklin Bi, ex-desenvolvedor do Quorum agora na Pantera Capital, observou que o apelo do Ethereum veio da experimentação pessoal dos engenheiros, evoluindo de tentativas fracassadas com Bitcoin em 2015 para capacidades mais expressivas de contratos inteligentes.

Artigos relacionados

JPMorgan Chase headquarters with crypto trading charts on display, executives discussing institutional crypto services.
Imagem gerada por IA

JPMorgan avalia negociação de cripto para clientes institucionais

Reportado por IA Imagem gerada por IA

O JPMorgan Chase está explorando a possibilidade de oferecer serviços de negociação de criptomoedas para seus clientes institucionais, incluindo produtos spot e derivativos. O movimento ocorre em meio a uma demanda crescente de clientes e um ambiente regulatório mais favorável nos EUA para ativos digitais. Os esforços do banco estão em estágios iniciais e dependem de fatores como demanda, riscos e viabilidade regulatória.

A indústria de criptomoedas está mudando de suas origens sem lei para uma integração regulada com as finanças tradicionais, impulsionada por ações regulatórias recentes dos EUA. Movimentos de agências como SEC, DTCC e OCC estão permitindo ativos tokenizados e stablecoins dentro da infraestrutura central do mercado. Essa evolução sinaliza o blockchain como uma atualização dos sistemas existentes em vez de uma alternativa paralela.

Reportado por IA

Após a clareza regulatória de 2025 e o ímpeto institucional, a Perspetiva Global da BlackRock prevê stablecoins como pontes de pagamento principais, com Ethereum a solidificar-se como a camada dominante de liquidação para um mercado de dólar digital de $298 mil milhões, impulsionado por segurança, liquidez e crescimento de ativos tokenizados.

As filas de validadores do Ethereum caíram para quase zero, sinalizando uma mudança do staking impulsionado pela escassez para um estado mais equilibrado. Com rendimentos de staking em torno de 3%, a narrativa proeminente de choque de oferta está desbotando, mesmo enquanto a rede mantém sua posição como a principal plataforma DeFi. Esse desenvolvimento levanta questões sobre a capacidade do Ethereum de capturar valor da atividade crescente em todo o seu ecossistema.

Reportado por IA

Aproveitando a clareza regulatória de 2025 da GENIUS Act e integrações bancárias de empresas como JPMorgan, Visa e Mastercard, os pagamentos com criptomoedas estão prontos para uma ruptura mainstream em 2026. Sinais de apoio da MSCI e uma SEC pró-cripto, juntamente com parcerias chave e surtos no uso de cartões, destacam essa evolução rápida.

Uma análise recente argumenta que as finanças descentralizadas (DeFi) falharam em cumprir sua promessa de bancarizar os desbancarizados ao se construírem meramente sobre a infraestrutura financeira tradicional existente. Em vez de criar novos trilhos financeiros, o DeFi depende de bancos, reguladores e sistemas centralizados para suas operações principais. Essa dependência limita sua acessibilidade àqueles já excluídos do sistema.

Reportado por IA

Um consórcio de grandes bancos europeus chamado Qivalis está a realizar discussões avançadas com exchanges de cripto e fornecedores de liquidez antes do lançamento de uma stablecoin atrelada ao euro na segunda metade de 2026. A iniciativa visa criar uma alternativa regulada às stablecoins em dólares americanos para pagamentos baseados em blockchain na UE. Respaldada por depósitos bancários e obrigações soberanas, o token procura aumentar a autonomia do bloco em finanças digitais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026, 12:07h

Citi e Morgan Stanley expandem esforços em custódia e trading de cripto

sábado, 21 de fevereiro de 2026, 16:19h

BNP Paribas tokeniza fundo de mercado monetário no Ethereum

domingo, 25 de janeiro de 2026, 02:32h

NYSE planeja exchange tokenizado baseado em blockchain 24/7 para 2026

segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, 16:05h

Standard Chartered prevê Ethereum a 40.000 dólares até 2030

sexta-feira, 09 de janeiro de 2026, 08:41h

BNY lançará depósitos tokenizados para investidores institucionais

segunda-feira, 05 de janeiro de 2026, 06:32h

Ethereum se aproxima de avanço em escalabilidade com PeerDAS e zkEVMs

domingo, 04 de janeiro de 2026, 21:54h

Neobancos impulsionarão o crescimento do Ethereum em 2026, diz CEO da ether.fi

sábado, 27 de dezembro de 2025, 03:08h

Política cripto dos EUA integra setor às finanças em 2025

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025, 13:41h

Crypto evolui para infraestrutura em 2025

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025, 13:16h

Criptomoedas avançam para integração bancária em 2025

 

 

 

Este site usa cookies

Usamos cookies para análise para melhorar nosso site. Leia nossa política de privacidade para mais informações.
Recusar