Instituições bascas param expansão do Guggenheim em Urdaibai

O conselho de administração do Guggenheim Bilbao decidiu não avançar com a expansão do museu para a reserva natural de Urdaibai, devido a entraves administrativos, judiciais e oposição social. A decisão, anunciada pelas autoridades bascas, põe fim a um projeto lançado em 2008 e retomado em 2021. Figuras-chave como a deputada geral de Bizkaia, Elixabete Etxanobe, reconhecem os desafios que tornaram a iniciativa inviável.

Na terça-feira, 16 de dezembro de 2025, o conselho de administração do Guggenheim Bilbao acordou parar a expansão do museu para a reserva da biosfera de Urdaibai, a única no País Basco. Esta decisão, anunciada pela diretora Miren Arzalluz, pela deputada geral de Bizkaia Elixabete Etxanobe e pela ministra da Cultura Ibone Bengoetxea, decorre de obstáculos administrativos, de planeamento urbano e judiciais, além de forte oposição social e ambiental.

O plano, concebido em 2008 pela Deputação Foral de Bizkaia e retomado em 2021, previa dois locais: um em Gernika no antigo local da cutelaria Dalia, demolido, com 2.500 metros quadrados num terreno de 20.286 metros quadrados para atividades educativas; e outro em Murueta nos estaleiros ainda operacionais, com um edifício de 3.700 metros quadrados em 41.389 metros quadrados, incluindo galerias e espaços gastronómicos. Em 2022, foram alocados 40 milhões de euros, mas permanecem congelados. Imanol Pradales, atual lehendakari, defendeu o projeto como líder provincial, expressando até o desejo de presidir à sua inauguração em 2024.

Um período de reflexão de dois anos, anunciado pelo ex-lehendakari Iñigo Urkullu no final de 2023, terminou sem viabilidade. O processo de auscultação do Centro Agirre Lehendakaria mostrou que 80% dos 660 inquiridos se opunham, com apenas 8% a favor. Processos judiciais no Tribunal Nacional contestam a redução da proteção costeira de 100 para 20 metros em Murueta, interpostos por grupos como Ekologistak Martxan e Stop Guggenheim Urdaibai. Além disso, a concessão dos estaleiros de Murueta, de 1943 a 2018, gera disputas pois a empresa continua ativa.

Plataformas como Urdaibai Stop encomendaram relatórios de peritos contra as operações dos estaleiros na reserva. A Greenpeace saudou a decisão como uma «grande vitória» contra um projeto «destruidor da natureza». O porta-voz do EH Bildu, Pello Otxandiano, afirmou: «O bom senso prevaleceu e a realidade sobrepujou o PNV.» O Guggenheim Bilbao, com 1,2 milhões de visitantes em 2025, explorará alternativas para crescer como instituição cultural.

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