O Bradesco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 24,6 bilhões em 2025, um aumento de 26% em relação ao ano anterior, alinhado às expectativas do mercado. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 6,5 bilhões, com crescimento de 20,6%. O banco manteve a inadimplência controlada em 4,1%, enquanto expandiu sua carteira de crédito em 11%.
O Bradesco divulgou nesta quinta-feira (5) seus resultados financeiros para 2025, mostrando uma recuperação sólida. O lucro líquido recorrente anual atingiu R$ 24,65 bilhões, superando ligeiramente a previsão de analistas da Bloomberg de R$ 24,49 bilhões. No quarto trimestre, o lucro foi de R$ 6,5 bilhões, próximo à estimativa de R$ 6,33 bilhões.
O ROAE (retorno sobre o patrimônio líquido médio anualizado) encerrou o ano em 14,8%, contra 11,7% em 2024, marcando o oitavo trimestre consecutivo de crescimento no lucro. Pré-pandemia, esse indicador superava 20%, e o banco, sob nova presidência desde novembro de 2023, foca em produtos mais rentáveis e menos arriscados, com mudanças na diretoria.
A margem financeira anual subiu 14,9% para R$ 73,23 bilhões. A carteira de crédito expandiu 11% para R$ 1,089 trilhão, impulsionada por segmentos como pequenas e médias empresas e pessoas físicas. A inadimplência acima de 90 dias ficou em 4,1%, um aumento de 0,1 ponto percentual em relação a dezembro de 2024. As provisões para perdas cresceram 5% para R$ 57,98 bilhões.
"Nossa operação está tracionada, o que nos permitiu entregar forte crescimento de receitas, mantendo a inadimplência sob controle", afirmou o CEO Marcelo Noronha. No braço de seguros, o lucro foi de R$ 10,1 bilhões, com ROAE de 21,9%; as receitas de prêmios e previdência caíram 2,1% para R$ 118,5 bilhões, mas subiram 6,9% excluindo efeitos tributários.
Para 2026, o banco projeta crescimento da carteira de crédito entre 8,5% e 10,5%, e rentabilidade em ascensão gradual. Fundado em 1943 em Marília (SP), o Bradesco atende 74,3 milhões de clientes com 2.009 agências e 82.095 funcionários.