Ignacio Giraldo, CEO do Lulo Bank, revelou que o banco atingiu 600.000 clientes no final do ano passado, adicionando cerca de 13.000 novos mensalmente. Enfatizou a necessidade de eliminar a taxa de usura para expandir o acesso ao crédito na Colômbia, onde apenas 30 % da população o tem, apesar de 95 % terem contas de depósito.
Em uma entrevista recente, Ignacio Giraldo, CEO do Lulo Bank, compartilhou as conquistas do banco em 2023. «No ano passado no Lulo fechamos muito bem. Superamos 600.000 clientes na Colômbia e estamos alcançando quase 40.000 usuários Pro», afirmou. Desses, pelo menos 40.000 usam o novo app Lulo Pro, focado em contas principais com folha de pagamento, poupança a taxa atrativa, cartões de crédito, empréstimos e seguros. O portfólio do banco permanece controlado, com nível de portfólio vencido de 5 %, comparável ao mercado. Mensalmente, cerca de 13.000 novos clientes se juntam, e pelo menos metade abre sua primeira conta de poupança no Lulo. O foco está em fortalecer essas contas principais através do Lulo Pro. Sobre rentabilidade, Giraldo explicou que usuários Pro acessam as melhores taxas, enquanto os demais têm ofertas competitivas. Essas se ajustarão com base nas decisões do Banco da República e condições de mercado, diferenciando usuários principais e secundários. Giraldo abordou a inclusão financeira, destacando barreiras como a taxa de usura. «Definir um preço estrito limita a concorrência», afirmou. Propôs eliminá-la para expandir o crédito, além de reduzir o uso de dinheiro em espécie e fomentar inovação e concorrência. Na Colômbia persiste alto uso de dinheiro em espécie, e apenas 30 % acessam crédito apesar de 95 % terem contas de depósito. Quanto a Bre-B, usuários principais geralmente usam chaves, e secundários atingem 70 % de penetração, com crescimento nos trilhos de pagamento. Os três pilares chave são inovação, concorrência e inclusão, promovendo acessibilidade e mudança cultural para mais colombianos.