Revitalização do Golden Acre em Cidade do Cabo destaca padrões de desigualdade

A requalificação do complexo Golden Acre na Cidade do Cabo avança em meio a disputas de propriedade sobre o Skybridge e os níveis do subsolo, enquanto líderes municipais abordam desafios urbanos como comércio informal e sem-abrigo. O prefeito Geordin Hill-Lewis visitou o local, enfatizando a construção em andamento e uma visão de economia 24 horas. O projeto, vendido por R781 milhões em 2025, inclui 450 novas unidades de aluguel previstas para ocupação em dezembro de 2026.

O centro da Cidade do Cabo está passando por uma transformação significativa, com a revitalização do Golden Acre no centro das atenções. O complexo, outrora um polo movimentado, foi adquirido em 2025 pela Putirex, um veículo de propósito específico liderado pelos desenvolvedores Gary Moore e Roelof Delport, por R781 milhões da Growthpoint. O investimento total chega a R1,3 bilhão, financiando melhorias como retrofit de encanamento para 450 unidades de aluguel, aprimoramento da fachada e um parque no telhado de 6.000 m². Durante uma recente visita, o prefeito executivo Geordin Hill-Lewis e o vereador James Vos recordaram visitas de infância ao local, agora marcado pelo abandono, especialmente o Skybridge que o conecta à estação de trem. A propriedade do Skybridge permanece com a Cidade do Cabo, que implantou segurança e removeu vendedores informais. Lesego Majatladi, da Gracht Asset Managers, responsável pela integração com iniciativas municipais, delineou planos para uma 'economia 24 x 7'. Ele afirmou: “Quando os primeiros moradores chegarem, começaremos a estender os horários de funcionamento de alguns varejistas, até alcançarmos atividade ininterrupta.” Planos de curto prazo repõem o estacionamento como ponto de descanso para entregadores de bicicleta, com compromissos da Mr D e Woolworths, incluindo entrada gratuita para veículos elétricos. No entanto, questões de desigualdade persistem. O prefeito interrompeu o tráfego de ônibus para exigir a remoção de um acampamento de sem-teto perto da entrada, ecoando as preocupações do vereador JP Smith sobre a 'vantagem subsidiária injusta' dos vendedores informais em relação aos varejistas formais. Desenvolvedores veem a gentrificação como solução para problemas estruturais, planejando demolir o estacionamento para uma torre residencial mais alta. As 450 unidades mobiliadas, a partir de R10.000 para estúdios, visam aprofundar o estoque de moradias no CBD, com ocupação a partir de dezembro de 2026. Questionado sobre seu legado, Hill-Lewis desviou os elogios para a equipe, sem confirmar nem negar intenções de reeleição.

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