O Caderno Econômico da Fenalco revela declínio no otimismo empresarial para 2026, com apenas 34% dos respondentes esperando melhorias em suas operações nos próximos seis meses. Embora novembro tenha registrado aumento nas vendas graças aos Black Days, a incerteza sobre o consumo pesa no setor comercial. O relatório destaca transformações em shoppings e ameaças de plataformas como Shein e Temu.
O comércio organizado da Colômbia encerra 2025 em tom misto, segundo o Caderno Econômico da Fenalco. De um lado, a temporada de descontos de novembro impulsionou a faturação após início lento, com 38% dos empresários relatando volumes de vendas físicas maiores que no mesmo mês do ano anterior. No entanto, o indicador de expectativas caiu nos últimos quatro meses, sinalizando pessimismo para o início de 2026.
Os Black Days se consolidaram como motor chave, chamados pela Fenalco de "feriado emocional nacional". 85% dos consumidores participaram, com ticket médio alto: 53% gastaram mais de $500.000, focando em tecnologia, moda e acessórios. Transações eletrônicas atingiram $2,6 trilhões, alta de 17% em relação a 2024.
O relatório aborda ameaças emergentes, como plataformas transfronteiriças Shein e Temu no setor de moda, e pressão de startups locais em cosméticos e beleza por inovação e redes sociais. No varejo físico, o cross-merchandising estimulou compras por impulso.
Os shoppings remodelaram seus layouts: espaço para roupas caiu de mais de 50% no início do século para 32% agora, refletindo mudanças na cesta familiar segundo dados do Dane. O peso da vestimenta caiu de 7,31% em 1998 para 3,98% em 2025, enquanto restaurantes e hotéis subiram de 6,98% para 9,43%. O consultor Luis Marinho explica: "Os shoppings adquiriram identidade própria distante do modelo tradicional americano. Hoje, funcionam como lugares de encontro, convivência e serviços integrados."
Apesar da pandemia, a ocupação se mantém em 93%. Para sustentabilidade, a infraestrutura reduziu o consumo de energia em 20% com LED e autogeração solar, cobrindo 60% das áreas comuns. Em zonas populares, esses espaços geram empregos majoritariamente para chefes de família mulheres, impulsionando o desenvolvimento social.