Os preços do cobre abriram 2026 em máximos históricos, negociando a US$5.7 por libra, segundo a Comissão Chilena do Cobre (Cochilco). Isso marca um aumento de 0.54% em relação ao fim de 2025 e ocorre em meio a estoques globais em declínio. O metal, essencial para a transição energética e inteligência artificial, continua a impulsionar as exportações do Chile.
O cobre, principal produto de exportação do Chile, iniciou 2026 com força ao atingir um preço de US$5.7 por libra, equivalente a US$12.571 por tonelada, segundo dados da Cochilco. Esta cotação reflete uma alta de 0.54% em comparação com a última sessão de negociação de 2025, quando a média anual do preço foi de US$4.511 por libra.
O aumento ocorre em meio a uma oferta reduzida, demonstrada pela queda de 2.100 toneladas métricas nos estoques da London Metal Exchange (LME). 2025 foi um ano excepcional para o metal, com uma alta de preço superior a 40%, impulsionada pela demanda que superou a oferta na economia global.
Há muito visto como um barômetro da atividade econômica mundial, o cobre ganhou importância recentemente devido ao seu papel na transição para energia limpa, mobilidade elétrica e o crescimento da inteligência artificial. Centros de dados em expansão global são intensivos em cobre, assim como o lítio, outro recurso chileno chave.
Nesse contexto de escassez, a Capstone Copper informou que, em 2 de janeiro, entrou em vigor a greve do Sindicato nº 2 na mina Mantoverde, após o fim da negociação coletiva sem acordo e o esgotamento de todos os passos legais, incluindo mediação estendida.
O cobre representa cerca de metade das exportações anuais do Chile, que superam US$100 bilhões, com um recorde esperado para este ano.