Preços do carbonato de lítio atingiram US$22.832 por tonelada na quinta-feira, o mais alto desde novembro de 2023, após queda de 24% nas exportações chilenas em 2025. Especialistas ligam o aumento à demanda por baterias em veículos elétricos e armazenamento de energia. Ano positivo previsto para o commodity, sem alcançar picos anteriores.
O mercado de lítio começa 2026 com recuperação notável de preços, contrastando com a queda nas exportações do ano anterior. Segundo dados da GEM Mining Consulting, o carbonato de lítio teve média de US$20.585 por tonelada no início de janeiro, pico de US$23.384 na quarta-feira. Esse nível não era visto desde novembro de 2023, quando preços caíam após recordes acima de US$80.000 por tonelada no fim de 2022. Em 2025, exportações chilenas de carbonato de lítio caíram 24%, para US$1.903 milhões, US$590 milhões menos que em 2024. A média anual foi US$10.520 por tonelada, influenciada por preços baixos no primeiro semestre. Contudo, hidróxido de lítio subiu US$42 milhões, e sulfato de lítio de US$60 milhões para US$200 milhões. Juan Ignacio Guzmán, CEO da GEM, afirmou: «Nos últimos três meses, carbonato de lítio, hidróxido e espodumênio aumentaram significativamente seus preços. Vemos aumento muito significativo no ano atual. E no último ano em particular, o preço subiu quase 85%.» Atribui a alta à demanda por baterias, não só veículos elétricos mas também estacionárias. Projeta preços entre US$11.000 e US$20.000 por tonelada em 2026, com perspectiva global positiva. Daniela Desormeaux, diretora da Cesco, notou que a queda nas exportações deveu-se a «preços menores, pois em 2025 manteve-se a tendência de queda nos preços do carbonato de lítio, particularmente no primeiro semestre, estabilizando apenas no terceiro trimestre». Destaca demanda robusta, com vendas de veículos elétricos próximas a 20 milhões de unidades em 2025 e crescimento no armazenamento de energia. Paralisação da mina Jianxiawo da CATL na China desde agosto de 2025 adiciona incerteza na oferta, contribuindo para equilíbrio do mercado após ajustes de capacidade produtiva. Apesar da recuperação, exportações totais do Chile superaram US$100 bilhões em 2025, lideradas por cobre, salmónídeos e cerejas para China e Estados Unidos.