O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro confirmou nesta terça-feira, 5, que será suplente na chapa de André do Prado ao Senado por São Paulo. A decisão visa fortalecer a direita no estado e ressuscitar a carreira política de Eduardo, autoexilado nos EUA. No entanto, sua cassação por faltas na Câmara levanta questionamentos sobre inelegibilidade.
Após meses de indefinição, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) anunciou em vídeo ao lado de André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), que será suplente na chapa do correligionário para o Senado por São Paulo. A estratégia do PL, segundo o entorno do partido, busca enfrentar candidatas fortes apoiadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e garantir uma 'ressurreição política' a Eduardo, que está nos Estados Unidos há mais de um ano alegando perseguição judicial.
Eduardo elogiou a 'capacidade de articulação e liderança política' de Prado, destacando sua influência para a reeleição de Tarcísio de Freitas e o projeto presidencial de seu irmão Flávio Bolsonaro. Um correligionário comparou Prado a um 'laranja' de Eduardo, similar ao papel de Fernando Haddad em 2018 para Lula. Apesar de resistências internas, o apoio de Eduardo deve favorecer Prado.
A candidatura enfrenta obstáculos judiciais. Eduardo foi cassado pela Mesa Diretora da Câmara por faltas após sua licença vencer no início de 2025, enquanto autoexilado. A lei não prevê inelegibilidade automática para esse tipo de cassação, diferentemente de casos de quebra de decoro.
O advogado eleitoralista Fernando Neisser afirmou: “Não há uma clareza na legislação sobre essa cassação da Câmara também o deixar inelegível [...]. Se ele se lançar candidato a uma chapa, vai haver pedido de impugnação”. Adversários podem argumentar que Eduardo provocou a perda do mandato, arriscando a impugnação da chapa inteira no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, com possível recurso ao TSE.