Eduardo Bolsonaro (PL), que reside nos Estados Unidos, foi anunciado como primeiro suplente de André do Prado (PL), pré-candidato ao Senado. Especialistas confirmam que a legislação brasileira permite a candidatura apesar do domicílio no exterior.
O ex-deputado federal teve seu mandato cassado em dezembro por excesso de faltas. Ele integra a chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, e Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição no governo de São Paulo com Felício Ramuth (MDB) como vice. Guilherme Derrite (PP) é o outro pré-candidato ao Senado.
O Supremo Tribunal Federal formalizou em 19 de fevereiro deste ano a ação penal contra Eduardo por obstrução à Justiça e coação. A denúncia da Procuradoria-Geral da República alega que ele atuou nos EUA para que sanções fossem impostas a autoridades brasileiras e tarifas aplicadas contra o Brasil, após determinação do presidente Donald Trump em abril de 2025.
Especialistas em direito eleitoral ouvidos pelo Metrópoles afirmam que não há impedimento legal para a campanha a distância, pois as regras de domicílio civil e eleitoral são distintas. No entanto, uma eventual condenação antes das eleições de outubro o enquadraria na Lei da Ficha Limpa, gerando inelegibilidade por oito anos e exigindo substituição na chapa até 20 dias antes do primeiro turno.