Após previsões anteriores de invernos secos no sudoeste, a última projeção do Serviço Meteorológico da África do Sul até setembro de 2026 alerta para um potencial super El Niño até maio, ameaçando causar secas durante o verão, enquanto as represas do Cabo Ocidental permanecem em níveis criticamente baixos, com 46% da capacidade.
Em seu Monitoramento Climático Sazonal cobrindo o período até setembro de 2026, o Serviço Meteorológico da África do Sul (SAWS) confirma previsões contínuas de chuvas abaixo da média para as regiões costeiras do sudoeste e do sul durante o outono e o inverno — em conformidade com as projeções anteriores —, mas destaca preocupações crescentes.
Os níveis das represas do Cabo Ocidental estão em 46% da capacidade, abaixo dos 57% registrados no ano passado e aquém das médias nacionais, revivendo temores de uma crise do 'Dia Zero'. Áreas costeiras do leste, por outro lado, esperam chuvas de inverno acima da média, enquanto as represas que abastecem Gauteng a partir do Lesoto permanecem cheias após o fenômeno La Niña.
Uma atualização importante: modelos globais, incluindo os da Organização Meteorológica Mundial, sinalizam uma mudança rápida para condições de El Niño já entre maio e julho de 2026, impulsionada pelo aquecimento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial. Embora ainda não afete o atual inverno seco (que está ligado a ciclones do Oceano Antártico), um super El Niño pode devastar áreas de chuva de verão, como o cinturão do milho, caso se fortaleça.
"Durante o inverno, as partes sudoeste do país são afetadas principalmente por ciclones de latitude média (ou pela falta deles), que se originam sobre o Oceano Antártico", observou o cientista do SAWS, Cobus Olivier.
Esta previsão baseia-se na série de atualizações sazonais do SAWS que monitoram os padrões climáticos variáveis da África do Sul.