A Comissão Independente de Eleições e Fronteiras (IEBC) do Quênia está considerando grandes mudanças políticas para permitir que prisioneiros votem em todos os cinco cargos de liderança, com exceção da presidência. Isso permitiria que eles escolhessem governadores, senadores, parlamentares e outros pela primeira vez. A medida baseia-se em direitos constitucionais e decisões judiciais anteriores.
Atualmente, os prisioneiros no Quênia só têm permissão para votar para presidente. A IEBC propõe expandir isso para incluir eleições para governador, senador, representante feminina, membro do parlamento e representante distrital.
A vice-presidente da IEBC, Fahima Araphat, declarou durante uma visita a Taita Taveta que a comissão visa garantir que todo queniano elegível vote, incluindo aqueles que estão na prisão. “Não queremos discriminar ninguém. Os prisioneiros têm o direito constitucional de participar das eleições e vamos implementar sistemas para garantir que eles tenham essa chance”, disse ela.
A comissão planeja designar as prisões como locais oficiais de votação e permitir que os agentes penitenciários e suas famílias votem lá. A constituição do Quênia concede esse direito a todo cidadão adulto em pleno gozo de suas faculdades mentais que não tenha sido condenado por um crime eleitoral nos últimos cinco anos.
Uma decisão judicial de 2013 do Kituo Cha Sheria contra a IEBC confirmou esse direito. Enquanto isso, o registro de eleitores está acelerando antes do fechamento em 28 de abril de 2026, visando 2,5 milhões de novos eleitores, com 1,3 milhão já inscritos. O comissário Francis Aduol instou os jovens a se registrarem.